Quando um município quer construir uma estrada, requalificar uma praça ou desenhar um jardim, ouve engenheiros, arquitetos, urbanistas, comerciantes e associações. Mas quase nunca ouve quem vai brincar nessa praça, atravessar essa estrada ou usar esse jardim todos os dias. As crianças. Não porque lhes falte inteligência. Nem porque não tenham opinião. Mas porque os adultos continuam a acreditar que participar nas decisões é um privilégio reservado aos adultos. E, no entanto, talvez sejam precisamente as crianças quem melhor consegue ver aquilo que deixámos de ver.

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