Hospital da Horta: Falácias sobre o acesso aos exames diagnósticos

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O hospital tem quatro grandes áreas assistenciais: internamento, ambulatório, bloco operatório e serviço de urgência. Em todas elas se fazem exames programados, mas em nem todas os urgentes.
A priori, só deveriam recorrer ao serviço de urgência (SU) os casos realmente urgentes/emergentes, pois compete aos médicos de família consultar maioritariamente os restantes casos de forma atempada, tal como previsto na legislação. A observação por rotina no SU de casos não urgentes e sobretudo com doenças crónicas não tem qualquer fundamento técnico que a suporte, já que os médicos que aí prestam serviço não podem nem devem substituir-se ao médico de família, até porque não conhecem o histórico dos utentes, para além de, pela sua rotatividade, não poderem ser responsáveis pelo seu seguimento ou pelo resultado das medicações instituídas e dos seus eventuais efeitos adversos. Aliás, as terapêuticas médicas instituídas no SU devem ser dirigidas à paliação de sintomas até que os doentes possam ser observados em local próprio e lhes seja feito um diagnóstico e tratamento definitivos, excepto em casos excepcionais, como as infecções, onde a prescrição pode ser curativa. Se assim não for, criam-se ciclos viciosos com potencial prejuízo para os utentes, que apesar das múltiplas recorrências a este serviço, acabam por não ver o seu problema de saúde resolvido e correm mesmo o risco de ver protelado um diagnóstico de maior gravidade.

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