Humberto Matos traz acupuntura para o Faial

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Humberto Matos nasceu nos Estados Unidos da América, mas cedo veio com seus pais para o Faial, onde passou toda a sua infância e adolescência.

Na hora de escolher a sua formação superior resolveu integrar a Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa de Lisboa, “sempre tive um fascínio pela cultura oriental. O meu primeiro contacto com a acupuntura deu-se já há largos anos, após o nascimento da minha sobrinha que, devido a complicações no parto ficou com problemas de mobilidade nas pernas e foi tratada através da acupuntura.”

A acupuntura é uma técnica indolor 

Ainda ponderou fazer de engenharia informática a sua profissão principal e ter na acupuntura um hobbie, mas depois de começar a estudar depressa viu que a medicina tradicional chinesa era a sua paixão.

Quando acabou o curso em Lisboa foi para Toronto para aprofundar os seus conhecimentos, quer da Medicina Tradicional, quer da cultura.

Voltou ao Faial e tem dado consultas de acupuntura no Salão do Bom Pastor da Matriz da Horta. Não sabe ao certo quanto tempo vai cá estar, a certeza que tem é que vai novamente para os Estados Unidos para estudar mais sobre esta técnica milenar.

 

 É uma técnica milenar
 

Conforme nos explicou, a Medicina Tradicional Chinesa é uma disciplina que trata da fisiologia e patologia humanas, do diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças. Dispõe de um sistema teórico integrado específico, com uma história de vários milhares de anos e rica em experiência clínica. Na qualidade de importante elemento do tesouro cultural chinês, a MTC incorporou a experiência do povo chinês na sua longa luta contra a doença, evoluindo até à forma de um sistema peculiar de teoria médica graças a uma prática clínica de longo termo. Como resultado, contribuiu largamente para a saúde e prosperidade da nação chinesa, bem como para o desenvolvimento das ciências médicas em todo o mundo.

A acupuntura é uma técnica de tratamento que consiste no estímulo de pontos determinados da superfície da pele, em que são utilizadas agulhas e o calor proveniente da queima de ervas terapêuticas.

Surgiu, possivelmente antes da era cristã, na Índia. Para alguns historiadores, as agulhas de acupuntura seriam o resultado da evolução das lancetas usadas para perfurar bolhas ou pústulas.  

Seguiu-se a China e foi-se espalhando por vários países da Ásia, adquirindo características peculiares à cultura da região onde se estabelecia. No Japão, por exemplo, as agulhas são mais finas, mas os princípios básicos de diagnóstico e tratamento são sempre os mesmos.

Além dos casos de dor, várias doenças funcionais podem ser tratadas pela acupuntura. Dentro da concepção chinesa, a doença é uma manifestação de desequilíbrio, e a acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida.

Entre as doenças tratáveis pela acupuntura estão: dores em geral, especialmente do aparelho músculo-esquelético, gastrite, stress, distúrbios hormonais, insónia, asma, distúrbios menstruais, paralisia facial, sinusite, incontinência urinária.

Na primeira consulta é estabelecido o diagnóstico, tanto na visão ocidental quanto na visão própria da acupuntura. Os pontos são seleccionados de acordo com o diagnóstico.

Quanto à periodicidade dos tratamentos, o terapeuta diz que depende muito de pessoa para pessoa, mas é benéfico fazer pelo menos uma sessão por mês.

Após a limpeza da pele com álcool, as agulhas descartáveis são inseridas de forma indolor e deixadas no local, sendo retiradas depois de quinze minutos.

O mecanismo de acção da acupuntura ainda não foi completamente clarificado. Sabe-se que o estímulo dos pontos leva à produção de substâncias que teriam acção sobre receptores do sistema nervoso e que o resultado final seria a normalização das funções alteradas. A acupuntura tem também acção anti-inflamatória por estimular a produção de corticóides pela glândula supra-renal. Há similaridades entre os efeitos da acupuntura e os causados pela serotonina, também conhecida como a hormona da felicidade.

Humberto Matos diz que a acupuntura permite tratar patologias sem recorrer a fármacos e adianta ainda que “é uma técnica que permite às pessoas saberem mais sobre si e sobre o seu corpo”.

 

 

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