Por: Martim Medeiros
A ilha do Faial e a cidade da Horta, a mais ocidental da Europa, é, desde muito cedo, conhecida pelas suas fases cosmopolitas. A começar no século XVIII, quer pelo seu porto de referência nas rotas transatlânticas, quer pelo incremento comercial da família Dabney, a cidade assiste a um crescente fervilhar internacionalista. Fervor esse continuado nos séculos seguintes pela instalação das companhias dos cabos telegráficos, pela fase dos clippers da Pan America e, num passado mais recente, pela época do iatismo, sendo que as últimas duas atividades são, tal como no início, diretamente sustentadas pelo porto que a baía da localidade abriga.
Atualmente, a ilha Azul é a mais intercultural dos Açores. Os estrangeiros aqui residentes representam 5,8% da população, traduzindo-se em 833 habitantes de 49 diferentes nacionalidades. Já no panorama regional, e segundo dados de 2023 da AIPA – Associação dos imigrantes nos Açores, residem 6273 cidadãos
estrangeiros de quase 100 nacionalidades.
Mas o que leva tantos imigrantes a escolher o Faial? Para o perceber, conversámos com Juan Domingues, peruano, e Ludimila Carvalho,
brasileira, ambos empregados d’A Padaria.
O Tribuna das Ilhas falou também com Rosa Dias, portuguesa, uma das funcionárias mais antigas do estabelecimento, bem como com Vítor Daniel, dono e gerente, que nas suas equipas conjuga e emprega um misto de nacionalidades.
Este conteúdo é Exclusivo para Assinantes
Por favor Entre para Desbloquear os conteúdos Premium ou Faça a Sua Assinatura















