Índice compósito da OCDE para Portugal cai em janeiro para mínimo desde março de 2013

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O índice compósito da OCDE para Portugal desceu para 98,56 pontos em janeiro, um mínimo de quase seis anos e menos 27 centésimas que em dezembro, alinhado com a desaceleração generalizada dos Estados membros da organização.

O índice compósito, que assinala com antecipação inflexões no ciclo económico, para Portugal está abaixo dos 100 pontos desde setembro último e não atingia um valor tão baixo desde março de 2013.
Num comunicado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) indicou hoje que continua a constatar sinais de desaceleração da atividade económica na maior parte dos Estados membros, e que no seio da zona euro estes sinais são particularmente marcados na Alemanha e em Itália.
Para estes dois países, os indicadores compósitos avançados, que assinalam com antecipação inflexões no ciclo económico, caíram em janeiro de forma significativa, 19 centésimas para a Alemanha e nove centésimas para Itália, tendo ficado respetivamente em 99,38 pontos e 99,18 pontos, abaixo do nível 100 que marca a média de longo prazo.
No texto sobre os indicadores, a OCDE sublinha que França se afasta um pouco da tendência, já que o indicador compósito apenas caiu três centésimas para 99,08 pontos.
Os sinais de desaceleração continuam a repetir-se noutros países da organização, como nos Estados Unidos (menos 23 centésimas para 99,05), Canadá (menos 15 centésimas para 98,85 pontos) e Reino Unido (menos 17 centésimas para 98,41 pontos).
Para o Japão, que tinha estado à margem desta corrente generalizada, a OCDE também antecipa agora uma desaceleração, como reflexo da queda prevista das vendas, do mercado bolsista e das horas trabalhadas no setor industrial.
Fora do conhecido como “Clube dos países desenvolvidos”, entre os grandes emergentes, a China deu mostras de estabilização do crescimento, com uma queda muito ligeira do indicador, de três centésimas para 98,31 pontos.
A OCDE sublinha que se confirmam os sinais de uma inflexão positiva no crescimento do Brasil, cujo indicador subiu 27 centésimas para 102,58 pontos. Nenhum outro país para os que existem estas estatísticas teve um número tão elevado.

 

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