Já foram aprovados 16 projetos em I&D em contexto empresarial, num valor superior a 3,8 milhões de euros

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DR/GACS
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O Diretor Regional da Ciência e Tecnologia afirmou, em Angra do Heroísmo, que os Açores “não se podem ‘dar ao luxo’ de ser outra coisa senão uma região mais inovadora, com uma aposta sistemática em Investigação e Desenvolvimento (I&D), sempre que possível aplicável às empresas”.

Bruno Pacheco falava na apresentação do projeto ‘Azores Accel’, que consiste na elaboração e implementação de um processo de aceleração de empresas de base científica, vocacionado para a área da agroindústria e que visa promover uma aceleração dos negócios de algumas das empresas instaladas no TERINOV – Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira.

“O ‘Azores Accel’ surge da vontade de facilitar a criação de valor e o lançamento de start-ups e spin offs de base tecnológica, ligadas ao setor agroalimentar e bioeconomia, ajudando os empreendedores no desenvolvimento do mercado e procura de investimento”, afirmou.

A iniciativa ‘Azores Accel’ junta “três dos pilares que nortearam a ação política do Governo dos Açores nos últimos quatro anos”, disse o Diretor Regional, apontando, neste sentido, a criação de centros de interface tecnológico, “como o TERINOV”, a internacionalização da I&D que se faz nos Açores e a “aposta muito clara” nas iniciativas de I&D em contexto empresarial, fomentando a permeabilidade entre os diversos agentes que compõem o Sistema Cientifico e Tecnológico dos Açores e o tecido económico regional.

O Diretor Regional enalteceu “a geração extraordinária de empreendedores que colocam a Investigação e o Desenvolvimento no centro do seu negócio”.

Bruno Pacheco frisou que “o Executivo açoriano tem vindo a trabalhar, de forma muito afincada, para esbater as distâncias entre a academia e as empresas da Região”.

Durante a sua intervenção, apontou os 16 projetos aprovados em I&D em contexto empresarial, cofinanciados pelo PO Açores 2020, num valor superior a 3,8 milhões de euros.

“Se, na primeira convocatória deste tipo de projetos, em 2016, tivemos 10 projetos aprovados, hoje estamos na iminência de mais do que duplicar o número de projetos na convocatória de 2019”, disse, acrescentando que “estão em análise cinco projetos de I&D em contexto empresarial, estando a ser preparados mais oito, que deverão ser submetidos até ao final do ano”.

“Os resultados excederam de tal forma as expectativas que reforçamos, há menos de duas semanas, a dotação dos apoios de dois milhões de euros para 3,5 milhões de euros”, afirmou.

Bruno Pacheco destacou ainda a criação do primeiro núcleo de I&D numa empresa regional, acrescentando que, “muito em breve, serão aprovados os primeiros projetos de Vales de I&D, o primeiro instrumento de financiamento simplificado na Região na área do I&D”.

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