JCP/Açores: a sua participação no ultimo Conselho Regional de Juventude

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No final de Março realizou-se mais um Conselho Regional de Juventude, em
Angra Heroísmo, ilha Terceira. Para tal, a Juventude Comunista Portuguesa (JCP) fez-se
representar por António Machado e apresentou diversas propostas e opiniões no
decurso da discussão dos dois pontos da Ordem de Trabalhos (OT) prevista:
Apresentação e Debate sobre a Estratégia de Prevenção e Combate às Dependências
na Região Autónoma dos Açores e Debate sobre novo regime de enquadramento e
apoio ao associativismo jovem e participação cívica nos Açores.
Sobre o primeiro ponto da OT a JCP considera e apresentou o seguinte:
Não descorando a clara importância do debate sobre esta temática, este teria
sido muito mais coerente e eficaz se o Governo Regional já tivesse um estudo concreto
sobre este flagelo social;
Alertamos para a necessidade de se fazer um enquadramento real das
principais causas dos índices de dependência na Região, sendo estes uma causa directa
de problemas como o desemprego, a pobreza, os baixos salários, as desigualdades
sociais e a própria exclusão social, muito graças às políticas empregadas pelos
sucessivos governos regionais e nacionais do PS, PSD e CDS;
Foi destacada, também, a importância do reforço da articulação entre serviços
e entidades na aproximação dos cidadãos quer na prevenção, quer na luta contra a
recaída, devendo o Governo Regional chamar a si a responsabilidade de combater
directamente esta problemática, não o deixando exclusivamente para terceiros que
em muitas situações atuam de forma altamente precária;
A JCP defendeu que os jovens têm direito a uma vida saudável e livre de
dependências, sendo necessárias, para isso, políticas que se revertam na criação de
emprego em condições, na garantia de acesso ao Ensino Público, Gratuito,
Democrático e Universal, no acesso a cuidados de Saúde menos morosos e mais
condignos e na criação de meios/condições que ocupem o tempo livre dos jovens e
que reforcem o papel destes na sociedade;
Por último, consideramos que o combate contra esta calamidade, e ao contrário
daquilo que alguns partidos e juventudes partidárias defendem, não passa pela
legalização das ditas ‘’drogas leves’’. É necessário um verdadeiro combate no terreno e
reforço dos meios legais de combate ao tráfico ilegal de estupefacientes.

No âmbito do debate sobre o novo regime de enquadramento e apoio
ao associativismo jovem e participação cívica nos Açores (segundo ponto da OT), a JCP
defendeu a necessidade do maior estímulo e acompanhamento aos variados tipos de
associativismo jovem e de aumentar o apoio financeiro, logístico e de captação da
juventude açoriana a todas as identidades que trabalham com e para os jovens.

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