Joel Neto – Escritor açoriano lança romance na cidade da Horta

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Na passada sexta-feira, a sala de conferências do Peter, na cidade da Horta, encheu para assistir ao lançamento do mais recente romance do escritor açoriano
Joel Neto.

A sala de conferências do Peter acolheu, no passado dia 8 de Junho, o lançamento do livro “Meridiano 28”, da autoria do escritor açoriano, terceirense, Joel Neto.
A apresentação do livro esteve a cargo do diretor da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na cidade da Horta Dr. Luís São Bento que, depois de fazer uma breve biografia do autor, salientou o facto de se tratar de um romance cuja narrativa percorre várias décadas, transportando-nos desde os anos 40 até à atualidade e desenvolvendo-se em múltiplos cenários, entre os quais Lisboa, Porto Alegre, Bristol e Faial.
O romance, em longas passagens transporta-nos ao Faial dos anos 40, 50, incluindo também o Vulcão dos Capelinhos. O autor mostra-nos a cidade da Horta durante a Segunda Guerra Mundial, na altura dos cabos submarinos, dos telegrafistas es-trangeiros e das suas famílias que viviam e trabalhavam no Faial, da presença de grandes celebridades, músicos e escritores. Era este o tempo dos voos transatlânticos da PAN-AM.
Portanto, o autor coloca a Horta como pano de fundo e centro nevrálgico de uma grande obra literária, sendo este o grande romance que retrata “magistralmente os tempos gloriosos dos cabos submarinos no Faial”.
Para Joel Neto “este livro é dedicado a Yolanda Corsepius, e uma espécie de homenagem à cidade da Horta”. “Existe no livro um jogo entre o que é verdade e o que é ficção, entre o que efetivamente aconteceu e o que efabulei, pois há personagens que entram com os seus próprios nomes, verídicas e personagens que nunca existiram e que eu criei”, destaca o autor na apresentação desta sua mais recente obra.
O palco da ação literária. “Meridiano 28” acontece por Lisboa e várias ilhas dos Açores, mas é na Horta, na ilha do Faial, que fixa as amarras. A obra engloba três aspectos sugeridos por amigos do escritor e que, no fim, se complementaram: a Horta dos cabos submarinos, uma sugestão de António Bulcão, professor do autor no Liceu de Angra, a chegada dos ingleses e mais tarde dos americanos aos Açores, sugerido por Manuel Meneses Martins, e depois Pedro Miguel Pereira completou a decisão com a sugestão de escrever sobre a Segunda Guerra Mundial nos Açores.
Juntavam-se, assim, os três ingredientes para a obra lançada em maio pelo jornalista, cronista e escritor.
Joel Neto considera que nos anos 40 o Faial era “um milagre, há 70 anos apenas havia uma elite estrangeira (alemães, ingleses, italianos e franceses) que estava nesta ilha a desenvolver uma tecnologia que tentava colocar meia dúzia de palavras por minuto através de cabos submarinos no outro lado do mundo”.
O autor falou demoradamente do seu “Meridiano 28”, tendo mesmo lido algumas passagens do romance e explicado os contornos da obra de ficção, sobre como se inspirou e onde viajou para recolher a informação.
Por último, Joel Neto recordou Adelaide Freitas, escritora, esposa de Vamberto Freitas que faleceu recentemente. 

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