José Pacheco defende que “matar as romarias este ano foi um erro”

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CHEGA/Açores

Apesar de não terem saído à rua nos moldes tradicionais, as romarias quaresmais de São Miguel assinalam este ano 500 anos de existência. Uma das mais fortes tradições de religiosidade popular açoriana que assinala “a fé de um povo” e que ao longo de cinco séculos tem levado homens de fé a calcorrear as estradas da ilha de São Miguel. Uma tradição que já se tem estendido a outras ilhas – como Terceira e Graciosa – e que o deputado José Pacheco acredita que até se poderia estender “a todas as ilhas dos Açores”.

“A romaria de São Miguel é de são Miguel, mas também de cada ilha que faça esta peregrinação de fé, demonstrando a todos os que acham que este povo não é um povo de fé que os açorianos são efectivamente um povo de fé”, referiu o parlamentar.

Associando-se ao voto apresentado pela Iniciativa Liberal pelos 500 anos de romarias quaresmais, José Pacheco lamentou que este ano as romarias não tenham saído à rua nos moldes tradicionais.

“Matar as romarias este ano foi um erro. É preciso dizê-lo publicamente. Tínhamos condições de ter as romarias nas estradas da ilha de São Miguel e foi uma falha muito grave não terem saído”, referiu.

José Pacheco lembrou que as romarias quaresmais são “um movimento do povo” – tal como o Divino Espírito Santo – e que “nenhum dedo deve ser colocado sobre a acção do povo. O povo é soberano e é quem manda. E o povo gosta de mandar nas suas romarias, cumprindo-se as devidas regras”, referiu.