José Pacheco: Fundos europeus “devem ser bem aplicados” e devem ser “ferramentas para que possamos ter garantias que vamos ter uma região melhor

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DR/CHEGA
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O deputado do CHEGA, José Pacheco, defendeu hoje na Assembleia Legislativa Regional que os fundos europeus “devem ser bem aplicados” e deve ser “ferramentas para que possamos ter garantias que vamos ter uma região melhor. Tenho dificuldades em acreditar que vamos ter uma região rica, mas pelo menos uma região melhor”.

José Pacheco, que falava após uma comunicação do Governo Regional sobre o Programa Operacional Açores 2030, deu conta que “algo falhou” no passado porque “estamos na Região mais pobre de Portugal”. Neste sentido, o deputado do CHEGA reforçou que “não é atirando dinheiro para os problemas que vamos resolvê-los. É pensando os problemas e criando condições e ferramentas para o futuro” que os problemas da Região poderão ser resolvidos.

Para isso, defendeu José Pacheco, há que “acabar com a corrupção – mas não é num sótão [referindo-se ao local onde está instalado o Gabinete Contra a Corrupção]. É preciso combater a corrupção, o compadrio, é preciso usar da transparência em tudo”. Além disso, acrescentou que é preciso “desmistificar” a questão das nomeações. “Temos de falar disso de peito aberto e perceber o que é certo e o que é errado. Apontar algo numa página de jornal pode não ser suficiente como acusação ou fingir-se de morto nunca foi suficiente para ninguém como defesa. Temos de ter transparência em tudo. Temos de ter transparência nas acções e transparência naquilo de que nos acusam”, reforçou.

O deputado do CHEGA explicou que “as empresas sérias” deverão ser aquelas que usufruem dos fundos comunitários e não “as que usam e abusam dos subsídios, que fecham hoje e abrem amanhã com outro nome”.

“Isto tem de acabar. Tem de haver melhor e maior fiscalização do Estado”, defendeu enquanto acrescentou que tem de haver “uma pedagogia da parte do Estado que ajude os nossos empresários que têm alguma dificuldade em aceder aos fundos europeus e daí usufruir e melhorar a capacidade de gerar emprego. Que é o mais importante”, referiu avançando a necessidade de se constituir um gabinete activo e que funcione para tal fiscalização e ajuda aos empresários.

“Senão, os apoios comunitários vão parar sempre à mão dos mesmos. E é isso que o CHEGA não quer. Já que os subsídios vêm e pagamos por eles, que sejam para todos, com justiça e que sirvam para melhorar a vida dos açorianos”, referiu.

José Pacheco concluiu que “o que aconteceu no passado, não há borracha nenhuma que apague porque continuamos a ser a Região mais pobre de Portugal”.