Lajes do Pico. PSD quer responsabilidades apuradas nos atrasos da obra do Centro de Saúde

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O deputado do PSD/Açores Jorge Jorge quer ver apuradas as responsabilidades face aos atrasos que se vão verificando nas obras de intervenção e beneficiação do Centro de Saúde das Lajes do Pico, “que continuam a prejudicar a população no acesso aos cuidados de saúde”, avançou.

Em causa está “a avaliação das condições da estrutura da cobertura, que não foram corretamente levantadas, e com isso a população das Lajes do Pico está a sofrer as consequências disso, desconhecendo-se para quando está previsto o retomar das obras”, refere.

Jorge Jorge faz mesmo menção “a todos os problemas estruturais que o atual edifício tem e continuará a ter depois da reabilitação”, querendo saber as razões “para o Governo Regional não ter ponderado avançar com a construção de um edifício de raiz, tendo até em conta que aquele nem lhe pertence”, explica.

O deputado do PSD lembra que o projeto de intervenção e beneficiação do Centro de Saúde das Lajes do Pico foi apresentado em agosto de 2016, “prevendo-se um investimento de 900 mil euros, com um prazo de execução de 12 meses”, afirma.

“Em julho de 2017, o então Secretário Regional da Saúde assinou o contrato para a empreitada. E já na altura, o atraso no arranque das obras levou o PSD a apresentar um voto de protesto, sendo que as obras só arrancaram uns meses depois”, recorda Jorge Jorge.

“Passado algum tempo, as obras foram suspensas e, em janeiro deste ano, voltamos a questionar o governo sobre os motivos para a paragem, que foi justificada com uma situação de natureza imprevisível em fase de projeto, tendo sido necessário solicitar um parecer externo ao LREC para reavaliar das condições da referida estrutura da cobertura”, acrescenta o social democrata.

“Não se pode admitir que uma obra com aquela importância sofra tantos avanços e recuos”, diz ainda o deputado, que frisa igualmente “as limitações físicas do interior e exterior do atual edifício do Centro de Saúde das Lajes do Pico, bem como a sua localização no centro do núcleo urbano da vila sem capacidade de se expandir”, conclui.

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