Lara Martinho defende que alterações aos modelos de transporte aéreo têm de garantir melhorias reais

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A deputada do Partido Socialista dos Açores à Assembleia da República, Lara Martinho, realçou, durante a audição regimental ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, que as alterações que venham a ser introduzidas ao Subsídio Social de Mobilidade, não podem colocar em causa “as mais-valias que este modelo trouxe para a coesão económica e social da nossa região”.

Para a vice-presidente do GPPS, que participava na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, importa garantir, face a qualquer alteração aos modelos de transporte aéreo para os Açores, quer de passageiros, quer de carga, “uma melhoria das ligações e das condições atuais, em termos de frequência e preço, e garantir que todas as ilhas beneficiam dos fluxos turísticos” no período pós-pandemia. “Temos de ter melhorias reais, sentidas pelos açorianos, só assim faz sentido”, reforçou a deputada.

Nesse sentido, e evidenciando as virtudes na atribuição do Subsídio Social de Mobilidade, que garantem “viagens a 134 euros, a partir de qualquer ilha, e independentemente do percurso; o aumento do número de ligações aéreas e a vinda de companhias low cost para a Região”, Lara Martinho referiu a necessidade de se procederem a melhoramentos, sobretudo “na simplificação do procedimento de reembolso”.

Para a deputada socialista, os transportes aéreos são uma questão crítica para os Açores, até porque “o bom funcionamento do setor determina fortemente o desenvolvimento da nossa região”, afirmou.

Lara Martinho reforçou que há uma premissa base que tem de estar sempre presente “temos de ter boas ligações, frequência, e claro, preços atrativos que beneficiem as 9 ilhas”.

Recorde-se que o PS tem defendido a criação de um simplex para o reembolso das passagens aéreas de residentes e estudantes dos Açores, até porque “há caminhos, como a simplificação administrativa, que garantem apoio às populações sem fazer perigar a concorrência das rotas”, bem como o reforço da fiscalização do modelo.

No último orçamento do estado está consagrada uma verba de 100 milhões de euros para o subsídio social de mobilidade para ambas as regiões autónomas, e uma comparticipação das deslocações aéreas inter-ilhas de mais de 10 milhões de euros.

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