Entre estes, foram os chineses que mais dinheiro gastaram durante a estadia, numa média de mais de 1.500 euros, seguidos pelos americanos, com um gasto médio por estadia de mais de 1.200 euros, e pelos brasileiros, que despenderam mais de mil euros em média.
Os franceses e espanhóis, que ocuparam os dois primeiros lugares do ‘top 10’ por nacionalidades, foram os turistas desta lista que menos gastaram: 790 e 670 euros por estadia, respetivamente.
As estadias curtas (‘cit/short break’) continuaram a ser a principal motivação da procura da região de Lisboa, com “o sol e o mar (incluindo o ‘surf’) e o golfe a serem os produtos que apresentaram um maior crescimento.
Contudo, Lisboa é um destino periférico no contexto europeu, dependente do aeroporto para 95% da chegada de turistas.
Por isso, lê-se no documento, “a capacidade do aeroporto de Lisboa em termos de passageiros condiciona o crescimento do turismo na região de Lisboa”.
O novo Terminal de Cruzeiros, com capacidade para 800 mil passageiros, teve em 2018 uma taxa de utilização de 72%, estando “longe de atingir o seu potencial.
Porém, a sua localização, lê-se no documento, os programas e os meios de transporte utilizados pelos ‘cruzeiristas’ constituem “um fator de constrangimento”, provocando uma elevada concentração de turistas em poucos locais de Lisboa, Cascais e Sintra.
“A atividade de cruzeiros tem benefícios, mas requer soluções para mitigação dos seus impactos negativos”, nomeadamente colocando-se o “foco em navios de menor porte e cadeias de cruzeiro com menor impacto ambiental”, além de um “eventual desenvolvimento de pontos de acostagem complementares noutras zonas do destino”, é defendido.
Mas, segundo o plano estratégico 2020-2024, o principal obstáculo para a mobilidade na região de Lisboa é o rio Tejo, “que ‘divide’ o destino em dois e limita a dinamização da margem sul”, enquanto a margem norte “sofre de falta de qualidade de meios e serviços em termos de acessibilidade”.
“O fluxo turístico evidencia um elevado grau de contenção geográfica e reduzido desenvolvimento de novas atrações principais”, lê-se no Plano Estratégico 2020-2024, que propõe a criação de 12 polos turístico na região de Lisboa, mais protagonismo para o Tejo e a aposta em produtos transversais a todo o destino.
Além disso, Lisboa precisa de uma “oferta hoteleira ‘premium’”, que potencie “um superior grau de qualificação e imagem, e a oferta cultural clássica da capital está “aquém da importância do destino e de outras componentes da oferta da cidade”, com a gastronomia e a restauração a constituírem “um fator cada vem mais diferenciador na experiência do turista”.