Livre está disposto ao diálogo, mas não pretende entrar numa “coligação partidária”

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A deputada eleita Joacine Katar Moreira considerou hoje “fundamental que haja um entendimento” entre os partidos que apoiaram a solução governativa em 2015, esclarecendo que o Livre está disposto ao diálogo mas não pretende entrar numa “coligação partidária”.Falando aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, no final de uma audiência com o Presidente da República, Joacine Katar Moreira começou por notar que “deu entrada aqui hoje a verdadeira esquerda verde”.

“Nós consideramos fundamental que haja um entendimento mas, inicialmente, entre os partidos que constituíram esta união nestes últimos quatro anos”, afirmou a deputada, assinalando que “é necessário que haja uma responsabilização e um entendimento entre os que efetivamente começaram isto”.

Apesar disso, os dirigentes do Livre mostraram-se “completamente disponíveis para conversar, dialogar com todos partidos políticos”, e a deputada eleita pelo círculo de Lisboa defendeu ser “útil e necessário que houvesse uma espécie de entendimento multilateral”.

Ainda assim, “não é o nosso objetivo entrar na constituição de nenhuma coligação partidária”, salientou.

Joacine chegou ao Palácio de Belém, em Lisboa, uns minutos antes das 11:30 – hora marcada para a audiência com o Presidente da Republica -, acompanhada do fundador do partido Rui Tavares e de quatro outros dirigentes do Livre.

Marcelo Rebelo de Sousa recebe hoje os 10 partidos com representação parlamentar saídos das eleições legislativas de domingo, com vista à indigitação do primeiro-ministro. O Livre foi a primeira força política a ser recebida e o PS será a última, por ordem de votação.

Nesta reunião com o chefe de Estado, o Livre não se manifestou contra a indigitação de António Costa como primeiro-ministro, mas Joacine Katar Moreira diz que, nos próximos quatro anos, o partido vai “estar completamente orientado para a defesa” do programa eleitoral, e vai insistir na necessidade de “uma maior justiça social e maior justiça climática”.

“Obviamente que existem muitos aspetos e muitas medidas que nos unem, especialmente alguns partidos à esquerda, mas o nosso entendimento, o nosso olhar e a nossa participação irá necessariamente passar pela defesa absoluta da confiança que os nossos eleitores nos deram”, vincou.

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