Luta contra a exclusão social marca a ação do novo governo açoriano

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A deputada do PSD/Açores Vânia Ferreira destacou ontem a luta contra a exclusão social como “uma marca da ação do novo governo regional”, afirmando que “a mudança política ocorrida [no arquipélago] criou também uma alteração de paradigma”, disse.

Na discussão do Plano e Orçamento para 2021, a social democrata afirmou que “essa mudança era urgente, para cessar a subsídio dependência promovida pelos anteriores executivos, que em nada dignificou nem autonomizou a sociedade açoriana”, referiu.

Sublinhando que a vida dos açorianos “está marcada por demasiadas desigualdades na distribuição de recursos e oportunidades, que fazem da nossa Região a mais pobre de Portugal”, Vânia Ferreira recordou que “75 % das famílias açorianas sente dificuldades económicas, e parte delas vive unicamente para pagar contas. São factos lamentáveis com que nos deparamos, ao fim de 24 anos de governação socialista”, frisou.

A parlamentar também salientou que, também por essa via, “os Açores foram das regiões que mais sentiram na pele o empobrecimento dos rendimentos com a crise pandémica”, pelo que se saúda “que o Orçamento para 2021 assegure medidas de apoio às famílias que registaram uma perda de rendimentos, ou que vivem uma situação de desemprego ou lay-off criada pela Covid-19”.

Vânia Ferreira referenciou igualmente os apoios disponibilizados por este governo “para compensar os pais que permaneceram, e ainda permanecem, em casa com os seus filhos, em consequência da pandemia, e devido ao encerramento dos vários estabelecimentos de ensino”.

Sobre essa realidade, a deputada lamentou “a falta de solidariedade do Governo da República, que discriminou os pais açorianos, desrespeitando-os, quando os mesmos descontam mensalmente para o sistema de segurança social como qualquer cidadão português” criticou.

“Mas, neste tempo cheio de incertezas, que insiste em prolongar-se, concluímos que o orçamento apresentado enaltece em muito o combate às diferentes problemáticas sociais”, disse, reforçando que é uma opção política deste governo “lutar contra a precariedade das famílias, proteger os mais vulneráveis, assim como apoiar as IPSS e Misericórdias, que desde sempre assumiram um papel primordial em parceria com o executivo, e que neste momento de crise se vêm mostrando como um verdadeiro e essencial auxílio”

Disso é exemplo a resolução do governo que determinou condições de atribuição de apoios extraordinários às IPSS e Misericórdias dos Açores, em virtude das despesas suplementares decorrentes do contexto pandémico.

Com muitas das famílias açorianas “a viver na dependência de apoios sociais, Vânia Ferreira destacou ainda “a visão estratégica de um Plano e Orçamento que prevê um aumento de 2,5% da remuneração complementar, bem como o aumento de 5% para os complementos regionais de pensão e abonos de família”, concluiu.

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