Mais uma etapa

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No documento central VI Convenção do Bloco de Esquerda/Açores fica claro que os Açores têm todas as condições para serem uma região próspera, com uma economia desenvolvida e capazes de se tornarem um pólo de atracão para um dos sectores económicos que mais cresce no mundo: a biotecnologia.
Não é um slogan publicitário, mas sim uma constatação assente, em cada vez mais provas científicas.
Este projecto – para o qual é fundamental a constituição de um forte instituto público para as ciências do mar – é (como costumo dizer) uma poderosa alavanca para um novo patamar da nossa economia, capaz de atrair a juventude qualificada açoriana (e não só), ser um factor catalisador da importância da nossa Universidade (em muitas áreas), ter capacidade de atracção para a instalação de empresas, na área da biotecnologia.
Continuamos a defender, no referido documento, outras áreas e outras propostas para a nova economia dos Açores – como a rentabilização da nossa posição geoestratégica, convertida em desenvolvimento económico e não, como até aqui, como base para as guerras imperialistas dos outros.
E o documento não esquece que os Açores são a região do país com maiores desigualdades sociais e apresenta medidas concretas, neste combate, para quebrar o ciclo vicioso: quem trabalha nos Açores (em especial, no sector privado), é candidato ao RSI ou está perto de o ser.
Os Açores modernos (com que sempre sonhei) precisam de uma Auto-nomia reforçada, mais forte e mais exercida.
Nesta Convenção, mais uma vez o Bloco de Esquerda não tratou a Autonomia como um concurso de jogos florais e de retórica estéril.
Apresentámos passos concretos, medidas concretas para responder aos novos desafios que a Autonomia tem, necessariamente, de incorporar, para fazer florescer a nossa economia e o bem-estar dos/as Açorianos/as.
Tenho orgulho, neste documento! E tenho ainda mais orgulho, na equipa que o produziu e que, sem sombra de dúvida, vai levar este trabalho para a frente.
Nesta Convenção, completaram-se mais de 14 anos desta minha etapa de vida, dedicada à vida partidária, pura e dura. Como noutras fases, aprendi muito e consolidei a minha convicção da força inquebrável que as ideias têm.
Quando as ideias têm adesão à realidade, quando estão assentes em pressupostos sólidos, quando, na síntese do passado, abrem portas ao futuro – quando assim é, vencem os atavismos, vencem o conservadorismo e projectam a modernidade.
Em boa hora me juntei e fui fundadora do Bloco de Esquerda, a nível nacional, em 1999. Em boa hora me determinei, na implantação do BE/Açores – muito poucos/as, no início, é verdade, mas hoje, uma realidade política, na Região Autónoma dos Açores.
Tenho orgulho, no caminho percorrido e consciência do contributo que já demos para a modernidade, nos Açores. Tenho a segurança de que, agora, afastada das tarefas de direcção, esse caminho vai ser prosseguido pela nova geração que assumiu os destinos do Bloco, na nossa Região.
É reconfortante ver, na Moção aprovada na VI Convenção do BE/A – e, principalmente, no seu debate -, homens e mulheres, jovens e menos jovens, ousarem assumir-se contra todo o género de discriminação e pela igualdade de género. E nesta luta vou continuar, lado a lado com camaradas e com todos/as queles/as que ao conservadorismo dizem ‘NÃO’!

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