Marta Guerreiro salienta voluntariado ambiental como mais-valia na conservação da natureza 

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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo salientou que os campos de conservação da natureza para voluntários são uma mais-valia para a Região,principalmente quando integrados em projetos de referência, como é o caso do LIFE IP Azores Natura.

“O voluntariado aplicado a fins ambientais e de conservação da natureza pode ser um contributo efetivo para a estratégia e objetivos de desenvolvimento dos Açores, naquele que é um destino turístico sustentável desde 2019”, salientou Marta Guerreiro.

A titular da pasta do Ambiente falava numa ação de controlo de espécies exóticas e invasoras integrada num campo de voluntariado ambiental que decorre no Pico até 22 de setembro, numa ação que pode constituir-se como um importante produto turístico.

“Estamos no terreno com estes 13 voluntários que iniciaram agora os seus trabalhos e terão a oportunidade de conhecer e integrar ações que o Governo dos Açores tem em curso no que diz respeito à conservação da natureza”, frisou.

Marta Guerreiro sublinhou que a problemática das espécies invasoras é uma das maiores preocupações ambientais na Região e em todo o mundo.

“Esta é uma das principais ameaças aos ecossistemas naturais e uma das principais causas da perda de biodiversidade”, pelo que, na conceção do projeto LIFE IP Azores Natura, estabeleceu-se “como prioritária a implementação de medidas em todo o arquipélago no sentido de combater estes efeitos negativos”, afirmou.

“Todos podemos ser intervenientes ativos na prevenção e resolução deste problema, nomeadamente através do voluntariado, e o exemplo disso é este campo de voluntariado ambiental”, referiu a Secretária Regional.

Este campo é o quarto que se realiza, dos seis previstos em diferentes ilhas até fevereiro de 2021, e prevê, a par de ações de plantação, três dias dedicados ao controle e eliminação de espécies exóticas e invasoras em áreas dominadas por espécies como o ‘Carpobrotus edulis’ (chorão), ‘Holcus lanatus’, ‘Melilotus indicus’ (trevo do cheiro) e ‘Cryptomeria japonica’.

O campo integra um programa de voluntariado ambiental que visa incorporar jovens de vários países europeus e de Portugal continental, inscritos no Corpo Europeu de Solidariedade, além de jovens residentes na Região, sendo a participação totalmente gratuita.

Este é um projeto levado a cabo pela Direção Regional do Ambiente e pela Azorina, que fomenta o voluntariado ambiental com o objetivo de aproximar a sociedade da gestão dos recursos naturais e das áreas protegidas, promovendo a sensibilização e contribuindo para mudanças positivas na relação da sociedade com a natureza.

Desta forma, qualquer pessoa pode envolver-se na missão de conservação da natureza, bastando participar nas diversas atividades do Programa de Voluntariado Ambiental do LIFE IP AZORES NATURA ou nas atividades promovidas pelos Parques Naturais de cada uma das ilhas.

Marta Guerreiro sublinhou que esta dinâmica de voluntariado levou ao aparecimento do primeiro campo de conservação da natureza para turismo de voluntariado, que decorreu em Santa Maria, na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Ponta do Castelo, levando a que se estabelecesse o primeiro Acordo de Custódia da Natureza com os proprietários da área de intervenção.

“Esta abordagem inovadora permite assegurar a manutenção e restauro dos valores naturais através do envolvimento das partes e dos interesses em presença, por via de acordos voluntários, que potenciam a ação no território”, salientou.

Para Marta Guerreiro, “estas são medidas concretas que evidenciam a importância que este Executivo coloca na preservação da biodiversidade, numa aposta cada vez mais expressiva nos investimentos na conservação da natureza”.

 

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