Marta Guerreiro sublinha estratégia do Governo dos Açores no combate às alterações climáticas

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DR-GaCS

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo sublinhou hoje, em Vila Franca do Campo, a estratégia do Executivo no combate às alterações climáticas, salientando que os Açores, devido à sua geografia e clima, podem ser “um laboratório privilegiado para a implementação de políticas ambientalmente limpas”.

Marta Guerreiro considerou o setor da energia “preponderante neste combate”, através de uma aposta nas renováveis, que “contribuem para a redução das emissões de gases com efeito estufa, para a descarbonização da produção energética e para a conquista de um desenvolvimento sustentável capaz de combater os efeitos das alterações climáticas, em equilíbrio com o crescimento económico”.

A Secretária Regional referiu que, no final de 2018, a energia a partir de fontes renováveis e recursos endógenos atingiu “quase 40% do total da eletricidade produzida no arquipélago, já superior à meta de 32% do Pacote de Energia e Clima da UE para 2030”.

Marta Guerreiro adiantou que, de acordo com projetos e ações planeadas pela EDA e por privados, incluindo o projeto de armazenamento de energia com recursos a baterias, estima-se que possa ser atingido “o patamar de 56% de produção de energia elétrica com base em recursos renováveis até ao ano 2023”.

A Secretária Regional, que falava no seminário da Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas, assegurou o empenho na transição energética e na neutralidade carbónica, o que fez o Executivo elaborar a Estratégia Açoriana para a Energia no Horizonte 2030.

A titular da pasta do Ambiente frisou que, desde 2011, “os Açores contam com uma Estratégia Regional para as Alterações Climáticas, que alterou o enquadramento do desenvolvimento das políticas nesta matéria, prevendo que a sua implementação seja agora operacionalizada através do Plano Regional para as Alterações Climáticas (PRAC), que será, muito brevemente, discutido na Assembleia Legislativa”.

“Este instrumento contribui para a coesão territorial da Região e para o reforço da segurança e proteção dos cidadãos e dos seus bens”, afirmou Marta Guerreiro, acrescentando que a sua elaboração incluiu duas vertentes, nomeadamente “uma relativa às emissões de gases com efeitos estufa e sua mitigação e outra relativa aos impactes e respetiva adaptação”.

A governante salientou que o Governo dos Açores olha para a Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas “com esperança e confiança, porque todos temos um papel preponderante neste planeta”, mostrando que as autarquias, por serem “entidades mais próximas das populações, estão atentas a esta problemática”, sendo “mais uma prova de que estamos empenhados em agir com o mesmo objetivo”.

Na sua intervenção, a Secretária Regional deu nota de uma ação governativa “sempre com o objetivo de fazer com que os Açores estejam preparados para enfrentar qualquer desafio que seja colocado no futuro”, apelando à reflexão da população sobre “o que podemos fazer de melhor pela nossa Terra”.

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