
Ninguém gosta que lhe mintam, que lhe omitem parte da Verdade ou ocultem factos de que tem o direito de o saber. A intenção é induzir outros a crer em algo que o mentiroso sabe Não Ser Verdade. No entanto, pessoas em todo o mundo mentem e por diversos motivos. Estou aqui falando de mentiras conscientes premeditadas, com intensão de enganar ou causar dano, induzir alguém em erro, negar a realidade e esconder factos, fazer simulação da vontade perante um julgador.
Mentir é um hábito ruim! O que o mentiroso considera ser uma mentira inocente ou mesmo benéfica, talvez não o seja aos olhos do enganado, a vítima. As mentiras, não importa quão inocentes possam parecer, destroem as boas relações humanas. Acaba com a credibilidade do mentiroso. Se mentiu uma vez, pode mentir novamente. Entra num círculo vicioso. Pode ser motivo para a perda permanente da confiança. É muito grave no caso do falso testemunho.
Líderes políticos, regra geral, mentem ao Povo [gr. demo] e entre si. Nós fazemos de conta que acreditamos piamente neles. Vez após vez, eles aparem na Comunicação Social negando qualquer relação com esquemas, acordos, benefícios e negócios escandalosos em que na realidade estão envolvidos até ao pescoço. Procuram ingenuamente controlar a Informação e a Comunicação Social. Erram sériamente, mas declinam suas responsabilidades políticas, morais e legais. Atacam ferosmente os investigadores. Escondem as evidências comprometedoras e têm um Amigo.
E a mentira política? Muitos mentem despudoramente nos seus interesses e prejudicam os direitos e interesses dos outros cidadãos. Regra geral, é com bons motivos que o Povo não consegue confiar nos seus líderes políticos. Isso explica em grande parte a Abstenção eleitoral, que traduz indiferença e desilusão. Até nas relações internacionais, os governantes também acham difícil confiar uns nos outros.
No mundo dos negócios, mentir sobre produtos e serviços é habitual. Os consumidores têm de usar de extrema cautela ao fazerem acordos contratuais, não deixando de ler as letras pequininas e pedir todos os esclarecimentos que achar necessários – para poder refletir e sem pressões de ninguém. Apesar dos esforços da Defesa do Consumidor e das Autoridades policiais, o cidadão incauto continua a ser vítima de fraudes e burlas.
O que fazer no caso em que falar a Verdade pode criar uma situação embaraçosa ou ressentimentos? Mentir nunca é a solução, mas não dizer nada, às vezes, é a melhor solução. Falar a Verdade pode ser a solução, a cura ou o caminho para a solução do problema. Pode se falar a Verdade com tato, consideração, respeito, bondade e firmeza. Pode ser preciso ser muito frontal, sem meias-palavras. Mas, porquê falar mentiras se isso vai arruinar sua credibilidade? Será melhor refugiar-se na mentira e viver num círculo vicioso interminável?














