Modelo de gestão integrada de recursos e produtos turísticos é o que “melhor serve a Região”, afirma Marta Guerreiro

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A Secretária Regional da Energia. Ambiente e Turismo defendeu hoje que “a proposta que melhor serve o turismo dos Açores passa por desenvolver um modelo de gestão integrada dos recursos e produtos turísticos para todos e não só para um deles, no caso presente os percursos pedestres”.

Marta Guerreiro falava, em Ponta Delgada, numa audição na Comissão de Assuntos Parlamentares Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa sobre um projeto de decreto legislativo regional relativo ao regime jurídico de proteção e classificação dos percursos pedestres da Região, apresentado pelo PSD.

A Secretária Regional salientou que o Executivo defende um novo modelo de gestão que “permitirá clarificar as entidades responsáveis pelo planeamento, proposição, execução, manutenção e monitorização dos recursos e produtos turísticos, bem como as respetivas fontes de financiamento, ao mesmo tempo que contribuirá para a qualificação das empresas de animação turística e para a prestação de serviços e experiências de elevada qualidade aos turistas”.

A titular da pasta do Turismo acrescentou que se trata de “uma estratégia integrada e coesa, que não se dedica apenas a um produto, mas a todos aqueles que são identificados como prioritários, não excluindo uns em detrimento dos outros, mas desenvolvendo-os em conjunto, por assumirem grande importância na dinâmica da oferta turística”, tendo por base documentos de planeamento do setor como o PEMTA e o POTRAA, neste último caso, na sua versão revista.

Neste âmbito, Marta Guerreiro reforçou que a proposta em análise na comissão “não apresenta uma visão de futuro, interligada com os principais instrumentos de planeamento do setor turístico, nem tão pouco responde ao atual estádio de desenvolvimento conjuntural do turismo nos Açores”.

“É uma proposta de visão limitada sobre o que o PEMTA e POTRAA entendem que deve ser a gestão integrada dos recursos turísticos nas diversas ilhas da Região, configurando-se como uma proposta de continuidade de perfil semelhante ao atual regime jurídico dos percursos pedestres da Região”, frisou, considerando que “não acrescenta qualquer novidade, nem permite desenvolver o produto de uma forma integrada, tal como se prevê nos documentos de planeamento já existentes”.

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