Montanha Pico Festival recebe estreia da dança contemporânea THE RISE 2351m

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No passado domingo, integrado no Montanha Pico Festival, a Casa da Montanha recebeu pela primeira vez um bailado contemporâneo 100% realizado na ilha do Pico.

Perante casa cheia o THE RISE 2351m é já uma composição famosa do músico Hélder Bettencourt. Agora, através da intervenção da MiratecArts e para o Montanha Pico Festival, a música recebeu um novo formato com a coreografia de Sofia Sousa.

De acordo com a informação disponibilizada pela MiratecArts, a coreografia representa o que será a subida ao Pico. 

Sofia Sousa explica que “tendo a música como condutora de uma subida mágica, em que as bailarinas interpretam momentos de dificuldades, calmaria e de sucesso ao chegar ao cume”.  Por sua vez o compositor Helder Bettencourt revelou que “a interpretação foi fantástica e a coreografia foi tudo o que imaginei ao compor a música há uns anos atrás.”

A coreógrafa Sofia Sousa é natural de Leiria mas vive no Pico há dois anos. É colaboradora regular do Azores Fringe em apresentações especiais  que incluem atuações na Gruta das Torres, Moinho do Frade, Paisagem Protegida da Vinha do Pico, Praça da Madalena, entre outras localidades. Atualmente trabalha na Santa Casa da Madalena do Pico, onde é professora de iniciação à dança, de ballet e dança contemporânea. Participou no concurso Labjovem 2014 interpretando e co-coreografando uma peça de dança contemporânea intitulada “Chat: Offline”, coreografia vencedora no mesmo concurso na categoria de artes cénicas.

Helder Bettencourt é professor de música e é clarinetista Yamaha, para os Açores, através da firma C&C, realizando ações de formação em clarinete. Compositor musical de vários agrupamentos musicais, foi distinguido com Menção Honrosa no I Concurso de Composição da Banda Sinfónica Portuguesa, com a obra THE RISE:2351, e em 2013 foi finalista no I Concurso de Composição da Banda Sinfónica do Exército, com a obra ENTRE CÉU E MAR.

Segundo nota enviada à nossa redacção Terry Costa, diretor-artístico da MiratecArts, considerou que “este é um momento especial”, acrescentando que “as pessoas do Pico conseguem realizar projetos ao nível de Lisboa e Nova Iorque. Temos é que dar mais valor ao que temos e mostrar o nosso trabalho a todo o mundo. Por isso podem contar que este projeto não fica por aqui. O bailado vai continuar a se desenvolver e a ser apresentado em várias localidades num futuro próximo”.

A Associação MiratecArts tem por finalidade realçar o indivíduo, a equipa e a produtividade organizacional no mundo da cultura artística, através de projetos que incluem o Azores Fringe Festival, DiscoverAzores, Atlantes, Roteiro de Arte na Madalena e o Montanha Pico Festival que estreou este mês de Janeiro. 

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