Muito triste e revoltada com parte da população da minha ilha

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POR: Beatriz Gomes Pacheco

Vivemos tempos muito difíceis cheios de sacrifício para todos. No início, o medo instalou-se e todos ficaram apavorados com o aparecimento de um vírus que se espalhou de uma forma nunca vista para estas gerações. Desejava-se ardentemente que os cientistas encontrassem uma cura, ou então uma vacina, que viesse minorar os efeitos desta pandemia e que nos fizesse retomar as nossas vidas. A comunidade científica de todo o mundo uniu-se de uma forma nunca vista e, num tempo recorde, foram criadas várias vacinas. O pessoal da saúde e todos os responsáveis diretos ou indiretamente têm trabalhado arduamente desde então. Na nossa ilha, e apesar de para muitos não ser visível, nunca mais parámos na USIFaial. São testes à Covid, no centro de testagem, no porto e aeroporto à chegada da maior parte dos aviões, é o acompanhamento dos casos positivos e seus conviventes, é agora a vacinação e a tentativa de se manter todas as atividades que já prestávamos antes da pandemia. Não têm havido sábados, domingos e feriados para muitos. Por vezes, nem oportunidade de se tirarem folgas que se acumulam juntamente com o cansaço dos envolvidos e o pagamento de horas extraordinárias já não compensa. As pessoas andam cansadas, muitas até esgotadas, mas trabalham em prol de um bem comum. Então porque me sinto triste e revoltada com a população da minha ilha?

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