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Município da Horta continua firme na defesa das acessibilidades ao Faial

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Na passada semana, José Leonardo Goulart Silva, presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), convocou os jornalistas para anunciar a criação de um Grupo de Trabalho Técnico que trabalhará em prol do Aeroporto da Horta.
A CMH tem vindo a desenvolver algum trabalho para dar respostas a algumas das perguntas colocadas acerca do Aeroporto da Horta. Segundo José Leonardo Silva, “até agora o que sabemos é que ampliar a pista 300 metros custa 48 milhões de euros e para 500 metros custa 78 milhões de euros” no entanto, o autarca acrescenta que “não existe nenhum documento nosso” e foi nesse sentido que surgiu a criação do Grupo de Trabalho Técnico.
Este Grupo de Trabalho será coordenado pelo presidente da CMH com assessoria de João Corvelo, a quem José Leonardo Silva prestou o seu agradecimento pela imediata disponibilidade para colaborar e ressalvou ainda o facto de ser a pessoa mais que qualificada e com maior “know how” em aeronáutica na ilha do Faial.
O objetivo deste grupo de trabalho” é esgotar todas as opções e estudar as melhores soluções para melhorar as condições de operarmos no aeroporto” disse o edil, acrescentando: “sabemos que existe já uma ideia de que é possível reduzir o investimento em metade, mas queremos sustentar todas as hipóteses tecnicamente e é esse trabalho que estamos a desenvolver em todas as frentes”.
Tendo o documento terminado a CMH pretende entregá-lo aos responsáveis, à concessionária e aos Governos Regional e da República, relembrando que “ficamos com um documento nosso, quando digo nosso, digo dos faialenses, da CMH…um documento sério que transmita soluções sérias e exequíveis” sublinhou o autarca.
“Quando se vive numa ilha, o transporte aéreo é fundamental. Se não agirmos agora, daqui a alguns anos podemos estar numa situação muito difícil e é também com esse propósito que CMH criou este grupo de trabalho.
O nosso aeroporto não é um capricho dos faialenses, é fundamental para o desenvolvimento do Faial” frisou José Leonardo Silva, relembrando que a “luta da CMH começou quando a TAP deu a conhecer a intenção de abandonar o Faial, continuamos agora com a elaboração deste dossier”.
O responsável pelo município esclareceu ainda que “o turismo no Faial está a crescer e por isso a redução de voos não é uma opção”. No entanto o edil afirma que só poderá defender a “rota Faial” com factos, argumentos válidos e com números sustentados que mostrem aos administradores e governantes que o Faial é legitimamente uma rota sustentável.

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