Museu de Angra do Heroísmo assinala 50/70 anos como Museu de Ouro  

0
83
blank
DR

A Direção Regional da Cultura, através do Museu de Angra do Heroísmo, promove a comemoração de duas importantes datas para este museu, que assinala este ano o 70.º aniversário da sua criação oficial, pelo decreto-lei n.º 3735, de 1949, e o 50.º aniversário da sua instalação no Edifício de São Francisco, em 1969.

Para celebrar estas efemérides, a direção do Museu elaborou um programa variado de celebrações, sob a designação comum de ‘Museu de Ouro’, através do qual faz uma revisitação da sua génese e um balanço das suas ações e da sua presença na comunidade.

As celebrações abrem oficialmente na sexta-feira, pelas 20h30, com a inauguração da exposição “Museu em Arquivo: 70 anos de Imagens”, complementada pela apresentação de um ‘trailer’ do documentário “Museu de Ouro”, com realização de Cristina Brum, e por uma comunicação de José Guilherme Reis Leite alusiva à efeméride.

Na exposição “Museu em Arquivo: 70 anos de Imagens” parte-se do Arquivo de Som, Imagens e Filme da instituição, onde estão preservadas milhares de imagens que constituem um precioso e inestimável manancial de memórias visuais, para abordar as principais componentes que enformam o museu, nomeadamente a fundação institucional, a incorporação de acervo, as instalações e as exposições, bem como a produção de informação e a difusão de conhecimento.

No sábado, entre as 09h00 e as 17h00, decorre um encontro em que os museus regionais e de ilha se farão representar pelos seus diretores, dando a conhecer o programa cultural por eles desenvolvido, já que a comemoração do passado só faz sentido quando se promove a preparação do futuro e que este, por sua vez, depende do conhecimento e articulação entre os diferentes parceiros culturais.

No mesmo dia, inicia-se o ciclo anual de quatro conferências “Museu de Ouro”, em que reputados especialistas são convidados a apresentar ao público algumas das mais notáveis e representativas peças do acervo do museu, com uma conferência de José Jordão Felgueiras sobre “Mobiliário Açoriano do Século de Ouro”.

Nesta conferência, o investigador dará conta das especificidades inerentes ao mobiliário de grande qualidade elaborado localmente, em cedro do mato, com decoração incisa ou embutidos, que, nos séculos XVI e XVII, foi exportado para a Flandres, França e Inglaterra.

Ainda a 30 de março, pelas 21h30, realiza-se o concerto “Canções de Abril”, na Igreja de Nossa Senhora da Guia, com Carlos Alberto Moniz e o seu Quinteto.