“Não bastam fazer obras eleitoralistas, o que é preciso é fazer com que estas obras sejam funcionais”, diz o chega

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DR/CHEGA
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O deputado do CHEGA esteve esta Terça-feira na ilha de São Jorge onde visitou o porto do Topo e o porto da Calheta.

No porto do Topo, acompanhado pelo presidente da Junta de Freguesia local, José Pacheco inteirou-se de algumas situações que necessitam ser resolvidas com alguma brevidade de modo a dar melhores condições a quem opera no local.

“Relativamente ao porto do Topo, importa frisar que há questões que já estão a ser resolvidas e, pelo que ouvi, é uma obra que satisfaz os locais”. Todavia, avança o deputado, “não pude deixar de notar que a nova grua não está funcional, porque não há electricidade suficiente para a tornar operacional”, sendo usada, em alternativa, uma grua centenária.

José Pacheco diz não compreender “como se projectam obras e depois se verificam estas falhas e outras como é o caso da falta de electricidade e água no porto”.

Uma situação que não é caso único nos Açores, tendo o deputado já alertado para situações idênticas em portos na ilha das Flores e na ilha de São Miguel. “Constroem-se os portos, gastam-se os milhões, fazem-se bonitas inaugurações, mas depois a água e a electricidade ficam esquecidas”, disse.

Para o CHEGA, tratam-se de situações inadmissíveis, não sendo a forma correcta de se tratar o sector das pescas. “Se queremos tratar as nossas pescas a sério que sejam acauteladas as condições mínimas e que se tenham os equipamentos a funcionar e não me refiro apenas à pesca profissional, mas também à lúdica e incluo aqui também as empresas marítimo-turísticas”, referiu, ressalvando que “não bastam fazer obras eleitoralistas, o que é preciso é fazer com que estas obras sejam funcionais e um porto sem água e sem luz não é funcional”, garantiu.

Por outro lado, também o caminho de acesso ao porto do Topo mereceu reparos e algumas críticas uma vez que se encontra bastante danificado, necessitando de uma intervenção urgente. “Há muitas promessas de o arranjar, mas até ao momento, nada foi feito e isto não é aceitável”.

Do mesmo modo, José Pacheco diz ainda não entender como se coloca um porto a funcionar sem assinalamentos marítimos, como o que se verifica no porto do Topo.

A dragagem do porto foi outra necessidade apontada pelo Presidente da Junta de Freguesia do Topo ao deputado José Pacheco que entende que seria uma situação facilmente resolvida aquando da intervenção de dragagem no porto da Calheta e no das Velas. Explica José Pacheco que “o que se pede é que se utilizem os meios que vão estar na ilha para se fazer a dragagem também no porto do Topo, tornando a obra até mais acessível financeiramente para todos os açorianos”.

No porto da Calheta, apesar de reconhecer que é uma boa obra, José Pacheco considera que pode ser melhorado, podendo ser transformado num pólo turístico e de acolhimento às empresas marítimo-turísticas. “Pelo que notei e por aquilo que me foi dado a saber já há projectos que podiam ser aproveitados para tornar este porto muito melhor qualificado. Muitas vezes falta não só vontade política, mas alguma sabedoria política”, concluiu.