NO CESTO DA GÁVEA – A promoção dos açores e o mar

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É do conhecimento publico que, na nossa Região, existem muitas entidades que se empenham no sentido de promover estas ilhas através de muito diversificadas iniciativas ligadas a atividades náuticas e marítimas, para as quais o Arquipélago tem excelentes condições.

É também do conhecimento publico, que nesta ilha do Faial, várias entidades publicas e associativas têm conjugado esforços, ao longo de já muitos anos, para criarem sempre as melhores condições para que o nosso porto seja local de escala de Regatas Internacionais de Vela, algumas das quais se situam num patamar muito exigente da competição à vela. Como se sabe esses esforços têm tido sucesso e têm trazido a esta ilha muita gente que hoje considera os Açores e a Horta como parte integrante e importante da vela internacional de recreio e competição. As consequências económicas para a Região desta situação são óbvias, são sentidas, são visíveis e são muito importantes.

É ainda do conhecimento publico que está oficialmente definido, nos documentos estratégicos que orientam a acção promocional promovida pelo Turismo dos Açores, que todas estas atividades náuticas e subaquáticas são consideradas como formas prioritárias de promoção da nossa Região Autónoma.

Sendo certo tudo o que atrás está dito, é também certo que estamos no fim de Maio e que o Turismo dos Açores ainda não criou a possibilidade legal das associações da área poderem candidatar-se a apoios para 2017, através do DLR 30/2006, para, no caso da Horta, apoiarem e coorganizarem regatas de vela de alta competição, um concurso de fotografia subaquática, um campeonato nacional de apneia indoor, a divulgação, por todo o Mundo, dos Açores, através da participação em muitas regatas de topo do velejador Rui Silveira e várias outras atividades neste âmbito promocional. Está criada, nesta zona da Região, a absurda situação de haver iniciativas e ações em curso ou em fase adiantada de preparação, sem que se saiba, sequer, se o Turismo dos Açores está disponível para respeitar o histórico de apoio escasso que tem prestado, aqui, a estas atividades. 

Entretanto todos sabemos que outras atividades, de outras áreas, têm tido apoio do Turismo para a sua realização, neste ano de 2017.

Como responsável associativo que sou de uma instituição, o Clube Naval da Horta, há muitos anos ligada a estas atividades promocionais náuticas, não posso deixar de manifestar a minha preocupação objetiva com a situação posta e não quero deixar de dizer que, exatamente no momento em que, ao mais alto nível regional, se reconhece o trabalho do CNH, neste e noutros âmbitos, não seria de nenhum modo aceitável que o Turismo dos Açores enfraquecesse, no quantitativo e no tempo, os apoios prestados, que aliás têm sido escassos, tal como em Agosto de 2016 foi reconhecido, embora sem concretização da retificação prometida, pelo anterior titular da pasta do Turismo.

Este é um assunto muito sério, porque está totalmente ligado à grande importância que tem a promoção de todas as ilhas dos Açores, sem centralizações doentias e sem intenções obscuras de “abafar” potencialidades próprias e objetivas que certos pontos da Região têm.

Espero, ainda, que haja bom senso!

Horta, 23 de maio de 2017

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