A recente declaração de José Manuel Bolieiro, ao antecipar o fim da atual solução governativa, não é um mero detalhe político. É um sinal claro e preocupante, sobre a forma como se encaram compromissos e equilíbrios institucionais nos Açores.
Convém esclarecer: a coligação formada em 2020 entre o PSD Açores, o CDS-PP e o PPM não foi um arranjo circunstancial. Foi uma resposta política sólida à vontade dos açorianos, construída sobre complementaridade, equilíbrio e responsabilidade partilhada. Reduzi-la agora a um prazo com “data de validade” em 2028 é, no mínimo, uma leitura conveniente; no máximo, uma tentativa de reconfiguração unilateral do espaço político.
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