O Voo do Cagarro – Em Mértola

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Muito provavelmente, já terei referido que um dos livros que mais me agradou ler foi o “Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde” escrito por Mário de Carvalho. A descrição dos ambientes romanos na Lusitânia sempre me fizeram sonhar, talvez porque se cruzem com a minha meninice do sul do Ribatejo. Os entardeceres pintalgados por um vento fraco, constante, cortante e quente, o coaxar de batráquios e os sons de insetos, a enorme luz e a ausência de vivalma são algumas das características que procuro em cada desejado regresso a estas paisagens, sejam elas no Ribatejo ou no Alentejo.
Neste quadro, Mértola é uma exceção. Dificilmente se pode esperar encontrar em Mértola o sossego bucólico do Alentejo. Aqui, nesta vila, a dinâmica é dada pelo relevo, pelo rio e, principalmente, pela história.
A vila de Mértola acompanha um monte que sobe desde o rio Guadiana até que, no seu apogeu, se encontra com o castelo altaneiro. Nota-se que estamos longe das amplas planícies alentejanas. Aqui respira-se o vale do Guadiana.
Lá em baixo, o rio corre devagar, é certo, mas está permanentemente a ser utilizado por canoístas, banhistas, turistas, pescadores… Eu sei lá… Muita gente!


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