Na véspera desta decisão, o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, tinha afirmado que iria pedir hoje à UEFA o adiamento do Euro2020, considerando ser um “ato de responsabilidade”.
“O adiamento do Euro2020 é a ideia a seguir. Na terça-feira vamos pedir à UEFA um ato de responsabilidade e a todas as federações que contribuam para um processo que visa proteger a saúde de atletas, adeptos e de todos os cidadãos”, disse Gravina, em entrevista à rádio italiana Rai.
O torneio deveria ser disputado entre 12 de junho e 12 de julho deste ano, sendo organizado em 12 países distintos, incluindo França, Alemanha, Rússia e Reino Unido.
Para além de definir possíveis datas para o Euro2020 e para as competições europeias de clubes, uma das grandes questões que girava em torno desta reunião era quanto ao desfecho dos próprios campeonatos, depois de, um a um, terem suspendido a sua atividade na semana passada.
A liga italiana foi a primeira a ser interrompida, seguindo-se dias depois a liga espanhola. Em ambos os casos, a suspensão foi decidida depois de vários clubes terem procedido à quarentena dos seus jogadores por casos suspeitos ou confirmados de covid-19.
Várias outras ligas na Europa, como em Portugal, Inglaterra, França ou Alemanha chegaram a ter jogos agendados para o fim de semana, na maioria dos casos à porta fechada, mas a evolução da pandemia levou os responsáveis a suspender as competições.
O campeonato português, numa decisão conjunta entre os vários organismos que tutelam o futebol em Portugal e que foram reunidos num grupo de emergência pela Federação Portuguesa de Futebol, foi suspenso no passado dia 12.
No dia seguinte, as ligas inglesa e francesa, tal como a alemã, a última das grandes ligas a interromper indefinidamente os seus jogos e a UEFA acabou por parar todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. Assim, o futebol europeu acabou por pendurar as botas indefinidamente.
Antes desta reunião, foi avançado por alguma imprensa que o organismo presidido pelo esloveno Aleksander Ceferin optaria por ser dada como terminada a temporada e que o título de campeão de cada liga fosse atribuído à equipa que liderava a prova, na altura da suspensão.
Mas a grande questão, para além da atribuição dos campeões, era quanto aos contratos televisivos assinados no início da temporada e que necessitam de ser respeitados. Caso contrário, a possibilidade de ter de reembolsar os canais de televisão está em cima da mesa e pode ter consequências catastróficas para os clubes.
A título de exemplo, a BBC recordou que os contratos da Premier League totalizam 3 mil milhões de libras ao ano, pelo que os clubes ingleses estão na fila da frente dos mais interessados para terminar a temporada, de uma maneira ou de outra.















