Início Artigos de opinião Armando Amaral Opinando objectivamente – TÓPICOS: – 1-Personalidade 2-Paquete 3-Ganhadores 4-Arco

Opinando objectivamente – TÓPICOS: – 1-Personalidade 2-Paquete 3-Ganhadores 4-Arco

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1 Numa noite de Setembro, ao ligar para a “nossa” televisão, deparei com o início de “Conversas do Triângulo” de Vitor Dores, tendo como convidada a pintora Margarida Madruga, duas conhecidas figuras da intelectualidade açórica.

Primeira razão que, naturalmente, me levou a seguir o interessante bate-papo até ao brinde final, ficando, porém, sem saber se o “branco” era da Graciosa ou do Pico, já que não o provei, mesmo não sendo enólogo…

Mas confirmei (a segunda) tratar-se de filha do saudoso amigo Manuel Madruga que ainda apanhei no Liceu, antes dele seguir para Angra tirar o 3º.ciclo.

Aconteceu que a certa altura do animado diálogo a distinta picoense, referindo-se à sua entrada nas Belas Artes, disse ter sentido alguma dificuldade na adaptação à realidade artística, mas pensou: “Eu vim para estudar”. 

Uma frase que até conhecia, por ouvida à Maria João, e relacionada com a pouca apetência do Madruga para dançarino, não se ralando com as “baixas” das raparigas, mesmo nesse baile em que atravessou quase meia sala sem que nenhuma vénia tivesse sido correspondida; descansou até amigas assaz admiradas:

“Vim para a Terceira foi para estudar, não para aprender a dançar”.

Na verdade, a personalidade era uma das muitas qualidades do Doutor Madruga.

E pelo que vi e ouvi em “Conversas do Triângulo”, vem a calhar o ditado; “Filho de peixe…”.

 

2 Após anos, o “Funchal” voltou a navegar em águas açorianas.

Mas desta feita, em viagem de cruzeiro com turistas portugueses, suecos e britânicos que embarcaram em Lisboa.

Para nossa surpresa, agradável, acostou ao novo molhe da Alagoa, pois julgávamos que não tivesse fundo para barcos com o calado do referido paquete.

Recorde-se que foi construído em 1961 na Dinamarca, vindo então para os Açores substituir o “Carvalho Araújo”, seguindo-se pouco tempo depois o “Angra do Heroísmo”, passando este a ser conhecido por “João dos Ovos” , alcunha de popular figura terceirense.

Tratou-se de facto de uma apreciada melhoria nos transportes marítimos entre Lisboa e o Arquipélago: viagens mais rápidas, melhores acomodações e sobretudo por óptimo serviço e atendimento que, comparados com o daqueles “vapores”, eram como se diz: da noite para o dia.

Por sinal, viajei nos dois, primeiramente no “Funchal”, na Turista B, equivalente à 3ª.Classe, em que a gorjeta era tábua de salvação para oito dias no mar.

Natural foi pois nosso espanto pela atenção dada a senhora idosa que teve as suas habituadas sopas de café com leite da primeira refeição matinal.

E embora nem sonhando voltar a embarcar, fiquei satisfeito saber que os Açores estão incluídos nos futuros cruzeiros do “Funchal”.

 

3 Autárquicas, a eleição dos ganhadores, com os Socialista a atirar mais foguetes, tanto no Continente como nesta Região; os social-democratas regozijaram-se em Braga, Ponta Delgada e outras cidades; por sua vez os democratas-cristãos acompanharam o parceiro de Governo no bom e no mau, vencendo sozinho e pela 1ª.vez 5 Municípios, em Portugal, Madeira e Açores, a fazer lembrar título de jornal que quinzenalmente vinha de Lisboa e era muito lido pelo funcionalismo público por trazer o Diário do Governo; mas desta vez os comunistas ganharam mesmo, voltando a tornar-se donos do Alentejo.

Isto a nível nacional.

Quanto à nossa Região:

São Jorge, única ilha onde as (os) rosas murcharam, tendo o CDS, liderado por Luís Silveira, ganho folgadamente a Câmara das Velas, e no Pico concorreu, também pela 1ª.vez, aos três Municípios, com resultados esperançosos para uma Ilha de futuro.

Santa Maria e Graciosa para esquecer; São Miguel, Flores e Corvo para se ver.

Faial, se a coligação “Pela Nossa Terra” não teve entrada de leão, bem menos teve saída de sendeiro, como seria de prever pelo facto de, durante meses, o candidato socialista ter passado a ser o “verdadeiro” presidente da Câmara, botando quase diariamente palavra na comunicação social, televisão incluída!

Mesmo assim, a coligação liderada por Luís Garcia, manteve os 4 vereadores do PSD e deu ao CDS a possibilidade de voltar, após 16 anos de jejum, à Assembleia Municipal, e com ele a Democracia-Cristã.

Terceira, ilha em que se esperava muito mais, já que a coligação “Por Angra” entre PSD e CDS, tinha à partida mais votos; o primeiro ficou com 3 Vereadores enquanto o outro manteve o seu mas deixou de ser fiel de balança, compensado pelos 4 deputados municipais liderados pelo presidente do Partido.

Concluindo: foi uma eleição em que também ganhei, já que fechei a lista vencedora na Sé, freguesia onde resido, ficando para a história da minha vida política/partidária, como faialense, açoriano e português, pela ordem que o Duque d’Ávila nunca perdia ocasião de salientar.

 

4 Há tempos (o tempo passa depressa), o Presidente da República, em louvável iniciativa intitulada de “Salvação de Portugal”, tentou em vão que os três Partidos do “Arco da Governação” se entendessem em medidas cruciais na vida nacional.

Recentemente Cavaco Silva terá voltado a falar do assunto, mas Jerónimo Sousa logo reagiu chamando de “arco da velha”.

Ora, no meio de tanto mal dizer, desta feita o líder vermelho até teve sua piada.

 

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