Opinando objectivamente – Tópicos: 1-Pregos 2-Milagre 3-Cedrense 4-Sopas 5 -Amen

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1 Em oportunas crónicas semanais no D.I. sob o título “Mais um Prego no Caixão da Autonomia” o conhecido deputado terceirense do CDS, Dr. Nuno Melo Alves, vem debruçando-se sobre a actualidade política açoriana.

Como as Ilhas mais a ocidente, incluindo as do Triângulo, estão também metidas no dito esquive, achámos de interesse aproveitar, pelo menos, a parte referente ao Turismo, para este tópic“As opções políticas dos últimos 16 anos, atabalhoados, dirigidas por ATA’s, ART`s , ORT`s, direcções regionais, delegações de turismo, POTRAA`s e um sem fim de instrumentos… resultaram numa pulverização da responsabilidade de decisão com consequências nefastas e numa mistura incoerente, que baralha e prejudica a aposta no turismo.

Constroem-se e apoiam-se hotéis de 4 e 5 estrelas, mas os tours operators trazem clientes de segmentos de 3 estrelas. Afirma-se que se quer aumentar as receitas por quarto, mas insiste-se em soluções contrárias, como os cais de cruzeiros, que só retiram dormidas aos hotéis; e não acrescentam refeições aos restaurantes, nem dinâmica ao comércio local, apesar da aparente contradição. Isto porque os grupos que saem dos navios, a avaliar pelo que tem acontecido nas “Portas do Mar”, deslocam-se em conjunto, almoçando todos no mesmo sítio, fazendo um island tour com horários apertados, para cumprir com as restrições da curta escala.”

Grato pelo apreciado contributo para este tópico, uma informação achamos oportuna: Caso faltem Pregos, há-os em abundância no mercado da Horta, já que foram coisa que a governança rosa ainda não levou do Faial !

2 Há dois anos que a “Troika” tem estado na ordem do dia da vida nacional, sobretudo por ocasião das sucessivas avaliações que já vão em sete, número bíblico que esperamos não seja multiplicado.

Por sinal, a sétima, que não será a última, conquanto o fim esteja à vista, foi a que mais tinta tez correr, e quanto a paleio, felizmente que deu para enrouquecer…

É que jornalistas e comentadores às mancheias não faltaram, a lembrar a velha mas sempre actual máxima das moscas, já que abundaram os assuntos reais e inventados, a conquistar direito a entrarem no livro dos recordes.

Até o triunvirato estrangeiro teve que repetir vinda para decisão derradeira, aliás a coincidir com o 13 de Maio em que, este ano, levou à Cova da Iria gente dos cinco continentes.

Natural, pois, que o Presidente de Portugal, em regime democrático, não esteja impedido de ser católico e, nesta qualidade, poder manifestar-se como os milhares de crentes, em Fátima, proferindo também a palavra Milagre.

Diga-se que tal condição, ao contrário do “caminho para o socialismo” não foi incluída na Constituição marxista, pelo que o Presidente de Portugal não está impedido de ser Cristão e de proferir a palavra Milagre.

  Ontem foi a palavra Raça que causou engulhos; agora o que Cavaco Silva foi dizer?

Até pareceu que o Carmo e a Trindade tinham mesmo caído, dando ocasião aos sarcasmos de costume nas mesas televisivas: redondas ou quadradas…

3 Terminou mais um Campeonato da Associação de Futebol da Horta que, nos últimos anos, apenas vem sendo disputado por equipas de Clubes das ilhas do Canal, e que já incluiu o popular “Minhocas” das Flores.

Se bem que, para mim, o da época agora finda, teve interesse especial, ao ponto de ficar sem saber em qual – Fayal Sport ou Cedrense – iria torcer na disputapelo 2º. lugar, uma vez que o Lajense já se havia distanciado como campeão.

Mesmo assim, o 3º. no pódio terá sido honroso, quiçá a melhor classificação do Clube dos Cedros na prova maior da AFH.

É que o meu dilema estava ligado a velha recordação que vem de fins da década de 20 do século passado quando se terá realizado o primeiro desafio de futebol na freguesia cedrense, precisando: num cerrado no sítio das Areias.

Quem ganhou nem sei, mas lembro-me bem do Cabeça Dutra, estudante finalista do Curso de Engenharia Civil em Coimbra, com certeza em férias, e que se terá fartado de tantas defesas, como me lembro do João Miguel, equipado de camisola branca e calções azuis, no botequim da Empresa, e que, uma vez na cidade, depreendi sua ligação ao Sporting.

Foi, na verdade, um evento desportivo jamais esquecido, estando mesmo no princípio do meu interesse pelo desporto, mormente pelo futebol que ainda hoje me acompanha mas que só vejo pela televisão nacional.

E quando me perguntam pela saúde, sempre digo que já não posso jogar, nunca dizendo ser do Benfica, antes do “Fayal Sport”, o que causa estranheza aos meus amigos, também verdes, mas do Lusitânia …

4 Em tempo de Espírito Santo , mais uma vez a Casa do Triângulo reuniu centenas de Associados em franco convívio na cidade de Ponta Delgada, tendo este ano as Sopas sido confeccionadas à maneira da ilha de São Jorge.

Trata-se de um dos principais eventos da popular agremiação dos muitos que vem promovendo com o agrado de quantos, obrigados a deixarem as ilhas do Triângulo, preferiram viver em São Miguel.

Será também de referir que a Casa em apreço tem dado prestimoso contributo no sentido de o Triângulo conquistar lugar de relevo no contexto político açoriano, aliás já visível na decisão de o Governo conceder dispensa de ponto nas três ilhas na 3ª.Feira de Espírito Santo, dia que, como a 2ª., é assaz festejado no Faial, Pico e São Jorge.

Por sinal, pode-se dizer mesmo que se trata de uma mini-região que dá aos turistas estrangeiros uma clara ideia do que é a saga açórica em arquipélago.

5  Na feitura destes tópicos normalmente recorro a várias fontes, uma delas era o diário angrense “a União” que, por mão nanja divina, lá se foi, como o “Correio da Horta”, se bem que nunca me passara pela cabeça que idêntico fim viria a ter o diocesano, pelo que me penitencio de injusto vaticínio.

E a prata da casa, isto é, o “Tribuna”, tem estado presente, quiçá mais ultimamente, visando sobretudo que justas posições e oportunas sugestões, em especial de interesse local e naturalmente concordantes com o que penso, não se fiquem apenas por uma voz ou de algumas à mesa do café.

Pois são ainda motivos: acrescentar algo que julgo de positivo e aproveitar o assunto ventilado para avivar coisas esquecidas ou desconhecidas dos mais novos.

E nenhumas serão de “Amen” sacrista, embora outras haja, mas de água bem salgadinha …

 

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