Ordem dos Enfermeiros reforça a sua participação na “Operação Periferia” com alocação de mais profissionais

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Enquanto decorre a segunda fase da vacinação em massa das ilhas sem hospital da região
e numa altura em que se alerta para a necessidade de aumentar a percentagem de
população vacinada para se atingir a imunidade de grupo contra a COVID-19, o Presidente
do Conselho Diretivo Regional da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros,
Enfermeiro Pedro Soares, faz um balanço da “Operação Periferia” destacando aqueles que
considera terem sido, até agora, os elementos fundamentais para o seu sucesso.
Sobre o arranque da operação, o Enfermeiro Pedro Soares explica que “a primeira fase da
vacinação nas ilhas sem hospital revelou-se extremamente positiva, com uma boa adesão da nossa população. Da parte da Ordem dos Enfermeiros, participámos em todas as ilhas
ativamente, com equipas dedicadas que desenvolveram o seu trabalho nas diversas áreas,
apoiando assim as equipas das diferentes Unidades de Saúde de Ilha, assim como a equipa
de militares presente.”
No que diz respeito à segunda fase da operação, Pedro Soares esclarece que “para a
administração da segunda dose, a Ordem dos Enfermeiros está de igual modo a colaborar
com as equipas no terreno, tendo já realizado a primeira missão na Ilha de Santa Maria.
Nesta ilha, colaborámos a nível da inoculação das vacinas e da vigilância do recobro, tendo
elementos dedicados a situações de emergência. No total, 5 profissionais de enfermagem
deslocados de várias ilhas vestiram literalmente a camisola da Ordem dos Enfermeiros para
permitir que fosse possível administrar quase duas mil vacinas em 2 dias.”
“Nas próximas 2 semanas iremos estar nas restantes ilhas, com vários elementos da Ordem dos Enfermeiros e alguns recrutados da bolsa de Enfermeiros que criámos, com o apoio do Governo Regional na pessoa do Senhor Secretário Regional da Saúde e Desporto e numa colaboração próxima com as equipas de Enfermagem das diferentes unidades, sendo justo referir que estas mesmas equipas são as responsáveis pelo sucesso até ao momento de toda a operação”, acrescenta Pedro Soares.
Sobre a menor adesão da população da Ilha das Flores a este processo de vacinação, Pedro
Soares refere: “Preocupa-me, neste caso, a mais reduzida adesão da população à
vacinação uma vez que, a continuar assim, dificilmente atingirão a imunidade de grupo que
atualmente é defendida nos 80% de população vacinada. Para já, a Ilha das Flores conta
apenas com cerca de 65%.”

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