Os defensores das cores do Faial na ALRAA

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Terminou o prazo legalmente concedido aos partidos políticos para entregarem no tribunal as listas de candidatos às próximas eleições legislativas regionais. Na ilha do Faial serão nove as forças políticas a concorrer para tentarem conseguir os quatro lugares de deputados regionais que são eleitos pela ilha.
O Partido Socialista (PS), partido que governa a Região há mais de vinte anos, apresenta como cabeça de lista a deputada e atual Presidente da Assembleia Legislativa Regional (ALRAA), Ana Luís, seguindo-se o também deputado regional Tiago Branco.
Do lado do maior partido da oposição, o Partido Social Democrata (PSD), apresentam-se a votos os deputados regionais Carlos Ferreira e Luís Garcia, respetivamente, em primeiro e segundo lugar da lista laranja.
São estes dois partidos que, desde há muitos anos a esta parte, têm repartido entre si os quatro lugares de deputados regionais que, no sistema eleitoral vigente, cabem à ilha do Faial.
Há quatro anos, a vitória nas urnas faialenses sorriu ao PSD, com 41,15% e 2.695 votos, elegendo como representantes do partido no hemiciclo açoriano exatamente aqueles que hoje se apresentam a votos, enquanto que, em segundo lugar, o PS obteve 32,56% e 2.133 votos, elegendo Ana Luís e Lúcio Rodrigues, que, posteriormente, transitou para a Direção Regional da Juventude, deixando o seu lugar vago para Tiago Branco.
Aliás, não deixou de estranhar aqueles que acompanham a política mais de perto o facto de Lúcio Rodrigues não se recandidatar a deputado em lugar elegível e aceitar o último posto da lista socialista. Tal decisão poderá indiciar uma sua eventual candidatura à presidência da Câmara Municipal da Horta no próximo ano, ou então acompanhar José Leonardo Silva na equipa a apresentar por troca com o atual Vice-Presidente do Município Luís Botelho.
A um ano das eleições municipais, parecem abertas as hostilidades. Apesar de ainda ser muito cedo para tirar quaisquer ilações definitivas, é por demais evidente que se começam já a posicionar as peças no xadrez político para essas eleições, sobretudo naquele xadrez do Partido Socialista.
À semelhança do que sucede com os grandes partidos, em que não conseguiram renovar os seus principais quadros para esta luta eleitoral, também o CDS/PP – Faial optou por apresentar a votos, novamente, Rui Martins, que procurará manter o seu partido como a terceira força política mais votada na ilha e, quiçá, alcançar uma votação que lhe permita aspirar a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Aspiração essa partilhada pelo Bloco de Esquerda (BE) que terá como cabeça de lista Aurora Ribeiro. Efetivamente, beneficiando da enorme projeção mediática que o Bloco tem a nível nacional, a sua principal missão será, para além de consolidar o partido ao nível local, tentar chegar à ALRAA.
Paula Decq Mota surge como número um da CDU, acompanhada por André Goulart e o seu objetivo será, certamente, obter mais votos do que aqueles conseguidos há quatro anos (299). Isto obviamente sem perder de vista uma nova candidatura à Câmara Municipal da Horta.
O Partido Popular Monárquico (PPM) aposta em Délcio Martins como cabeça de lista e o Partido da Terra em Catarina Martins. As grandes dúvidas destas eleições surgem com as candidaturas do “Chega”, encabeçada por Fernando Morais e do PAN que terá Alexandre Dias como primeiro candidato.
O discurso, a importância mediática, as sondagens e a candidatura de André Ventura, Presidente do Chega, à Presidência da República, poderão colocar o partido, aqui no Faial, no caminho de um bom resultado eleitoral.
Também o PAN, que se tem consolidado na ilha, fruto das preocupações animais e ambientais cada vez mais patentes na sociedade, poderá aspirar a conseguir uma boa votação nas mesas de voto.
A partir de agora cabe a estes atores políticos apresentar aos faialenses as suas propostas para o desenvolvimento económico e social da ilha, para que depois, em face das mesmas, os eleitores possam decidir o seu sentido de voto.

 

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