O Presidente da Câmara Municipal da Horta considera que atualmente “os perigos de utilização descuidada da internet são cada vez mais amplos”, destacando o cyberstalking como um dos perigos a merecer mais atenção por parte da população e das entidades. A afirmação foi proferida no Colóquio “A Era Digital: do Cyberstalking à Pornografia de Menores”, organizado pela UMAR-Açores, e que contou com palestrantes de renome nacional, designadamente das áreas da magistratura, Polícia Judiciária e psicologia clínica forense.
Para Carlos Ferreira, é necessário ter equilíbrio e contextualizar os fatores que identificam um perseguidor virtual. “Não estamos a dizer que uma pessoa que verifica perfis e redes sociais seja um stalker, é muito mais sério do que isso: envolve assédio, constrangimento, manipulação e até mesmo chantagem, por parte do eventual criminoso”, acrescentou.
Relativamente à intervenção do Município, o autarca faialense considerou que, não atribuindo a legislação competências diretas às autarquias em matéria de segurança interna e segurança no ciberespaço, “os Municípios podem ainda assim, e devem, reforçar a sua participação nesta área, sobretudo na componente formativa junto das escolas e instituições sociais, e ainda promovendo campanhas de sensibilização para a utilização consciente e em segurança do ciberespaço por parte da nossa população”.
Em termos técnicos, estão identificados alguns dos comportamentos virtuais e tipos de cyberstalking mais comuns, como o catfishing, invasão de webcam ou uso de stalkerware, existindo também ferramentas para a proteção contra o cyberstalking, protegendo assim a privacidade e a segurança das pessoas, quer os mais jovens, quer os menos jovens.













