O deputado independente Carlos Furtado entende que o setor das pescas não mereceu a devida atenção deste governo, na elaboração do plano e orçamento para 2023.
Sendo os Açores um território plenamente rodeado de mar e por esta razão com óbvia tradição em atividades económicas relacionadas com a pesca, estranha-se que a região ainda não tenha conseguido assumir-se como uma zona económica fortemente impulsionada pelo setor piscatório.
O plano e orçamento para 2023 não foge à regra, nele não se verificam medidas capazes de assegurar a continuidade da atividade piscatória nos Açores, por quanto os pescadores continuam a ficar expostos às diminutas receitas decorrentes da sua atividade.
O diferencial entre o preço do pescado pago ao pescador e o preço a que o mesmo se encontra nas cadeias de venda ao público, infelizmente irá continuar a ser uma realidade, não há políticas públicas eficazes que protejam a arte da pesca.
As dotações para o próximo ano, mostram mais preocupação no abate de meios e artes de pesca, assim como no incentivo à aquacultura, em vez de endereçar esforços na necessária mudança de paradigma no setor da pesca profissional
É preciso investir mais na valorização do setor e nas garantias da rentabilidade de armadores e seus funcionários, caso contrário, a pesca continuará numa caminhada de envelhecimento, que no limite pode lavar ao abandono completo da atividade a nível profissional.














