Plenário: CDS-PP realça aposta na área social e nas pessoas como fator de desenvolvimento económico

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Pedro Pinto, CDS-PP

O deputado Pedro Pinto, do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, declarou nesta terça-feira que “a política do diálogo que está a ser levada a cabo pelo XIII Governo Regional demonstra um novo paradigma de fazer política com os fundos comunitários”.

“Esta é a primeira vez que uma anteproposta de Programa Operacional na nossa Região é sujeita a consulta pública, permitindo a toda a população açoriana ter acesso ao documento e dar o seu parecer construtivo, com propostas que poderão ser acomodadas na versão final do documento”, explicou Pedro Pinto, no âmbito de um debate sobre o Programa Operacional Açores 2030.

No entender do deputado do CDS-PP, “o novo Programa Operacional reflete opções fundamentais para que os Açorianos se possam desenvolver mais e melhor e, dessa forma, poderem contribuir para o desenvolvimento da nossa Região e alavancar a nossa economia”.

Pedro Pinto observou que “ao longo das últimas décadas, os Açores receberam muitos milhões de euros para o seu desenvolvimento, cerca de mais de 4 mil milhões de euros, e não se pode negar que houve desenvolvimento”. No entanto, “chegados a 2022, e olhando para o gráfico da convergência com a União Europeia, os Açores não convergem como deveriam ter convergido”, salientou, exemplificando com “uma taxa de abandono escolar precoce que é o triplo da média nacional” ou “uma esperança média de vida em três anos inferior à nacional”.

“Como é possível, chegados a esta altura e depois de tantos milhões de euros de fundos
comunitários, ter esta divergência até com o nosso próprio País? Está na hora de mudar a política de aplicação dos fundos”, declarou o deputado Pedro Pinto, em concordância com o caminho agora trilhado pelo XIII Governo Regional, que opta por “ir à génese, à raiz do problema, que reside na capacitação das pessoas.”

“Este Governo Regional lida com uma herança pesada deixada pelo Partido Socialista, a qual tem de ser atacada por via de uma forte aposta na área social como a que está plasmada na anteproposta de Programa Operacional Açores 2030: o apoio à infância, o combate à pobreza e a formação de ativos ao longo da vida”, defendeu o deputado.

Para além do apoio direto às empresas, Pedro Pinto fez notar que “o reforço do investimento nas pessoas contribui sobremaneira para as empresas, na medida em que, ao dar às pessoas melhores condições de ensino e melhores condições profissionais, isso tem efeito muito positivo na sua produtividade e capacidade de inovação, dinamizando as empresas, criando riqueza, alavancando a economia e promovendo o desenvolvimento dos Açores nos mais variados níveis”.