Portal do Pescador – Diário de pesca online já entrou em funcionamento

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O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou que o Portal do Pescador já está em funcionamento.
Este diário de pesca que visa a recolha de dados sobre a pesca lúdica e turística nas diversas modalidades, nomeadamente pesca embarcada, pesca  à linha apeada, pesca submarina e apanha, tem por  objetivo uma melhor gestão  dos recursos marinhos.

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou, na passada sexta-feira, que já se encontra em funcionamento o diário de pesca online “Portal do Pescador” que tem por objetivo a recolha de dados relacionados com a pesca lúdica e turística, dedicado às modalidades de pesca embarcada, pesca à linha apeada, pesca submarina e apanha.
“Apesar de os pescadores lúdicos não estarem obrigados a preencher este diário sempre que vão à pesca, a recolha de dados assume uma importância relevante na gestão dos recursos marinhos”, afirmou Gui Meneses.


Da autoria da equipa do Programa Nacional de Recolha de Dados da Pesca da Direção Regional das Pescas e da Associação de Pesca Lúdica dos Açores, esta ferramenta visa recolher dados, de forma confidencial, que apenas poderão ser usados de forma agregada, sendo que cada pescador terá a sua área pessoal, com nome de utilizador e palavra-passe.
O secretário regional disse ainda que “ao contrário da pesca comercial, em que os pescadores são obrigados a descarregar o pescado em lota, facilitando o registo detalhado das capturas por embarcação, a pesca lúdica ou recreativa não tem essa obrigação”.
“A pesca lúdica dispersa-se por todas as ilhas, utilizando uma grande diversidade de técnicas e operando em diferentes ecossistemas”, acrescentou o governante, frisando que “o desafio de conhecer a pesca recreativa é muito grande, por requerer inúmeros recursos e um investimento financeiro considerável”.
Refira-se que, ainda no âmbito do Programa Nacional de Recolha de Dados da Pesca, existe obrigação de recolher informação que suporte o aconselhamento científico da Política Comum das Pescas, contemplando, também, um estudo piloto sobre a pesca recreativa.
Gui Meneses lembrou que várias entidades, incluindo a Associação de Pesca Lúdica e a Federação das Pescas dos Açores, se têm manifestado sobre a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a pesca lúdica na Região, “baseado em informação robusta, como a forma mais credível para gerir esta atividade”.
“O novo diário de pesca on-line vem complementar o inquérito que é preenchido no ato do licenciamento que é realizado nas lojas RIAC e nos clubes navais”, sublinhou.
Segundo a informação disponibilizada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), até ao momento, foram registados mais de 1300 inquéritos, mas a informação recolhida não permite avaliar, por si só, com a robustez necessária, o esforço de pesca e as capturas efetuadas por esta atividade.
Pelo que “a participação do pescador lúdico é essencial”, apelou Gui Menezes, realçando que “um maior conhecimento não é sinónimo de mais restrições, mas, sim, de uma legislação mais equilibrada, que vá ao encontro da realidade desta atividade”.
“O compromisso do preenchimento do diário de pesca on-line por parte do pescador lúdico requer que, durante um ano, forneça informações pormenorizadas do esforço de pesca, espécies capturadas, quantidades e localização geográfica, mas também das despesas económicas que tem com esta atividade, de forma a poder avaliar-se a importância económica deste setor para a Região”, explica o GaCS.

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