O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, defendeu ontem, em Ponta Delgada, que a Região tem de “conquistar os jovens para as engenharias”, seja nas áreas mais tradicionais, como a Engenharia Civil ou Agronómica, seja nas áreas emergentes, ligadas ao Mar e ao Espaço, entre outras onde “grassam oportunidades de desenvolvimento”.
“Temos de nos empenhar em cativar os mais jovens para os setores em que são necessários e onde podem fazer a diferença, ajudando a potenciar as mais valias da sua Região e do seu País”, afirmou o Presidente do Parlamento Açoriano durante a sessão solene de encerramento das celebrações do Dia Nacional do Engenheiro, que decorreram pela primeira vez nos Açores.
O Presidente Luís Garcia mostrou-se preocupado com a falta de alunos nas áreas tradicionais como Engenharia Civil e Agronómica, mas também com a “falta de vagas nas áreas emergentes”, como as Engenharias Aerospacial ou Física e Tecnológica, que têm sido “incapazes de dar resposta ao mercado”.
“Temos de inverter, corrigir e encetar novas rotas, em tantos domínios do nosso desenvolvimento, tarefas para as quais os engenheiros são imprescindíveis e determinantes”, acrescentou o Presidente da ALRAA, considerando-os “profissionais que podem contribuir para uma mudança de paradigma”.
Advogando “a necessidade de uma presença mais forte das engenharias na tomada de decisões políticas”, o Presidente da Assembleia exortou ainda os engenheiros a serem “mais rigorosos e exigentes” no seu trabalho de aconselhamento de projetos para investimento, sobretudo na seleção daqueles em que “devemos investir os fundos que nos chegam da União Europeia”, de modo a dar prioridade a “projetos geradores de riqueza e de emprego sustentável”.
“Esta não pode ser uma responsabilidade só dos poderes públicos, mas igualmente vossa”, afirmou o Presidente da Assembleia, sublinhando que “se isso acontecer, teremos certamente decisões políticas mais consistentes e melhor suportadas tecnicamente”.
Elogiando a Ordem dos Engenheiros pela “ousadia de descentralizar” as comemorações do Dia Nacional do Engenheiro, “mesmo tendo de atravessar o Atlântico”, o Presidente da Assembleia Legislativa aproveitou ainda a ocasião para sensibilizar os engenheiros para a necessidade de apostar na manutenção das infraestruturas, e não apenas na sua construção.
“Visito muitas infraestruturas relativamente novas cujo grau de degradação é assustador, quase criminoso. É algo que me revolta e que não podia deixar de trazer aqui”, afirmou o Presidente Luís Garcia.
“É uma realidade preocupante, sobretudo por vivermos numa região exposta a fenómenos climatéricos frequentes, que afetam sobremaneira as nossas infraestruturas, incluindo o parque habitacional”, acrescentou o Presidente da Assembleia dos Açores, considerando que esta matéria “tem de ser tida em conta por quem de direito.”













