Presidente da Câmara considera inaceitável situação atual da Praia do Porto Pim

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O Presidente da Câmara Municipal da Horta classificou de “absolutamente inaceitável” o estado atual da Praia do Porto Pim, decorrente do arrojamento de algas que há um ano se vem verificando nesta zona balnear, situação que se estende também a outras zonas da costa sul da ilha do Faial.

Na Assembleia Municipal, realizada na passada sexta-feira, Carlos Ferreira considerou que,
“tratando-se de uma situação exigente e que carece de uma abordagem profunda e eficaz”, a intervenção tem que passar por dois campos distintos.

“Por um lado, com uma abordagem científica que permita resolver, de forma permanente, se tal for possível, o problema decorrente desta nova alga, altamente infestante, que está a assolar a costa da ilha do Faial. E no imediato, e enquanto não for encontrada essa solução definitiva, é fundamental e urgente que o Governo Regional dos Açores proceda à limpeza regular da Praia do Porto Pim, que é da sua responsabilidade, não permitindo a acumulação de algas como se vindo a verificar”.

Com o dever de alertar e exigir a devida atenção ao problema que se tem agravado, o autarca comunicou a posição da Câmara Municipal da Horta na Assembleia Municipal, onde foi aprovado um voto de recomendação ao Governo Regional dos Açores.

Carlos Ferreira referiu, também, que apesar de a época balnear naquela praia oficialmente
decorrer apenas de 15 de junho a 15 de setembro, com a melhoria das condições climatéricas as pessoas acorrem à praia do Porto Pim, pois “trata-se de uma baía privilegiada, quer para usufruto dos residentes, quer como produto turístico, e por isso o Município entende que é ainda mais urgente a intervenção”.

O Presidente da Câmara informou ainda que o Município já desenvolveu várias diligências junto do Governo Regional sobre este assunto, nomeadamente com correspondência trocada com as autoridades regionais e reuniões realizadas com os Secretários Regionais do Mar e das Pescas e também do Ambiente e Alterações Climáticas, no sentido de se promover a abordagem adequada a este problema.

Relativamente à possibilidade de gestão da zona balnear do Porto Pim no futuro, o Presidente da Câmara afirmou que “o Município só poderá assumir essa responsabilidade, se receber os recursos necessários para o efeito, nomeadamente os recursos imprescindíveis para gerir de forma eficaz aquela zona balnear”, concluiu.