Presidente do Governo reitera junto de Bruxelas apelo a “tratamento diferenciado” sobre vacinas contra covid-19

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O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, interveio hoje na Sessão Plenária do Comité das Regiões, num debate com a Comissária Europeia da Saúde, Stella Kyriakides, reiterando o apelo a um “tratamento diferenciado” das Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, e a uma majoração na atribuição das vacinas conta a covid-19 aos Estados-Membros com regiões do género.

Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro lembrou a Comissária Europeia que os Açores são compostos por nove ilhas “distantes umas das outras”, sendo uma região, por isso, “duplamente ultraperiférica”.

Para além disso, seis das nove ilhas da região “não possuem hospital” e “devido às difíceis condições atmosféricas por vezes ficam isoladas durante dias”.

Os Açores, declarou ainda o Presidente do Governo, “apresentam índices superiores” às medidas de Portugal em doenças de risco para a covid-19, como o cancro, “o que aumenta o risco de exposição a esta pandemia”.

“Pedimos uma majoração na atribuição das vacinas aos Estados-Membros com Regiões Ultraperiféricas, com ilhas que não possuam hospital. Que fique claro: não queremos retirar aos contingentes nacionais, mas sim que aumente o contingente dos Estados-Membros”, sustentou.

Depois, dirigindo-se diretamente a Stella Kyriakides, declarou: “Com o pequeno número de vacinas que recebemos, imunizámos a mais pequena ilha dos Açores – o Corvo. Das seis ilhas sem hospital, faltam-nos agora cinco. Estimamos que apenas cerca de 80 mil vacinas seriam necessárias para nós. Não se trata de um pedido egoísta, mas sim de uma necessidade específica”.

José Manuel Bolieiro declarou ainda partilhar das preocupações levantadas pela Comissária Europeia, não só como Presidente do Governo dos Açores mas também na condição de líder da Conferência dos Presidentes das Regiões Ultraperiféricas.

“Os nossos territórios têm um estatuto próprio, no âmbito do artigo 349 do Tratado da União Europeia, que permite que estas regiões tenham um tratamento diferenciado na medida em que são mais vulneráveis”, assinalou também.

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