Profissões: Ângela Gomes é faroleira – Para ser faroleiro é preciso gostar e ter vocação

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Ângela Paula Gomes é natural do Faial, tem 40 anos e há 17 que exerce as funções de faroleira. O contacto com a profissão começou assim que nasceu, pois o seu pai era faroleiro. No entanto, nunca imaginou que esta seria uma profissão que pudesse vir a exercer quando crescesse, tendo em conta que era uma atividade apenas exercida pelo sexo masculino.

Em 2003 quando abriu pela primeira vez o curso de faroleiro para mulheres, Ângela, que não se imaginava fechada num escritório todo o dia, soube logo que era isso que queria e não deixou escapar a oportunidade de ingressar na profissão.

Ao Tribuna das Ilhas, a faialense confessa que adora o que faz, mesmo que isso implique andar de ilha em ilha, de farol em farol, e longe da família. Ângela compara a sua vida com a de um professor ou um cuidador de idosos, “ou gostas do que fazes ou então não serás feliz, nem um bom profissional”, afirma.

A faroleira tem orgulho na profissão que exerce com gosto e dedicação e considera uma motivação saber que são os faroleiros que, desde há 600 anos, ajudam os navios de todos os cantos do mundo “a encontrar o caminho de e para casa”.

Tribuna das Ilhas – Que motivos levaram à escolha desta profissão?
Ângela Gomes – Ser faroleira não era algo que eu imaginasse, visto que até 2003 não era possível para as mulheres concorrerem ao curso de faroleiro. Quando soube que estava aberto o concurso para o sexo feminino, tinha todos os motivos para não deixar escapar uma profissão da qual eu sabia que ia gostar.
É um trabalho versátil (estar fechada num escritório era o meu maior pesadelo). Fazemos um pouco de tudo, seja no interior do edifício, no exterior, ou mesmo por toda a ilha, a reparar ou a fazer manutenção aos equipamentos.
Adoro acordar, sair de casa e entrar no meu serviço. Mesmo sabendo que teria de trocar de ilha e/ou farol de tantos em tantos anos, isso não me fez recuar na decisão de tentar entrar para os Faróis. Se é fácil andar de ilha em ilha e de farol em farol? Não, não é. Mas poder fazer o trabalho que se ama é o privilégio de alguns.

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