Cláudia Patrícia Borges Furtado é uma artista de 34 anos, natural do Salão, onde reside e trabalha em arte baleeira, conhecida como Scrimshaw. Desde a infância que as artes, especialmente o desenho e a pintura, lhe despertam interesse.
Nos cadernos escolares não se limitava a registar os sumários e trabalhos de casa, mas também a sua criatividade através de desenhos que surgiam naturalmente durante aulas. Para os professores este hábito era uma distração que reprovavam. Já para Cláudia era uma forma de se concentrar e aprender. Ao longo da sua formação, optou sempre pelas disciplinas de artes e ao terminar o secundário sabia que não queria seguir outras licenciaturas. O seu percurso nas artes tornou-se uma realidade, quando a irmã lhe falou do curso em Artes Plásticas e os Novos Média.
Também a sua carreira começou de forma espontânea. Após terminar a licenciatura e regressar ao Faial, os seus trabalhos em madeira chamaram a atenção de John Van Opstal, um holandês reformado especializado em scrimshaw, que a incentivou a experimentar esta arte. Para Claúdia esta técnica não só lhe permite fazer o que gosta, como trabalhar na área artística e viver desta sua paixão.
É única a trabalhar na arte de scrimshaw no Faial e para assinalar os 10 anos de atividade pretende criar um catálogo das suas obras contribuindo assim para a preservação e valorização desta arte em vias de extinção.
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