Proposta do CDS sobre divulgação da certificação civil do Aeroporto das Lajes aprovada por unanimidade

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O Parlamento dos Açores aprovou, esta quinta-feira, o projeto de resolução apresentando pelo CDS que recomenda ao Governo Regional que promova a divulgação da certificação civil do Aeroporto das Lajes junto de todas as entidades nacionais e internacionais, bem como promova a angariação de novos fluxos turísticos para a ilha Terceira. Artur Lima salientou que a aprovação desta iniciativa representa um contributo fundamental para o desenvolvimento económico e para a coesão da Região, sendo também importante para a consolidação do setor turístico nos Açores, em geral, e na ilha Terceira, em particular.

O líder democrata-cristão destacou, no entanto, que as “limitações verificadas em consequência do uso militar da Base das Lajes condicionavam, e ainda hoje condicionam, prejudicialmente, a economia da ilha Terceira e a mobilidade de todos aqueles que potencialmente a procuram”.

“Nós não estamos satisfeitos com a certificação civil da Base das Lajes. Foi um passo dado em frente, que teve várias fases de desenvolvimento e que começou mal. Contudo, são vários os constrangimentos que ainda precisam de ser ultrapassados. Por exemplo, o CDS há 10 anos que propõe o aumento da Placa C. Só temos um aeroporto verdadeiramente civil com capacidade, quando aumentarmos a placa de estacionamento civil denominada Placa C”, realçou.

“Para além disso, a questão do anemómetro é uma teimosia que se tem de ultrapassar, para que sejam fornecidos atempadamente os dados meteorológicos, porque é fundamental conhecer a rajada do vento para se saber se o avião pode ou não aterrar. A informação dada pelo anemómetro da Força Aérea Americana é mais precisa do que a fornecida pelo anemómetro usado nos aeroportos portugueses. O CDS está disponível para aquilo que for possível, junto da Força Aérea, alteramos isto e resolver o problema”, referiu.   

Outro dos constrangimentos apontado por Artur Lima que precisa de ser solucionado é o facto de, no novo manual de operações da BA4, não estar autorizada a operação noturna das aeronaves, estando apenas autorizada para voos de emergência e evacuações. “A BA4 não pode colocar essa norma no seu manual de operações, uma vez que prejudica a Terceira e os Açores. Para que tenhamos uma certificação civil mais efetiva e mais adequada, este é um assunto que merece ser resolvido rapidamente”, salientou Artur Lima.

Artur Lima apresentou ainda “um anexo da ICAO, que é usado pelo Eurocontrol e pela Flight Safety, e que se chama “Refuelling with Passengers on Board”, isto é, abastecimento com passageiros a bordo, onde estão disponíveis todas as regras que também podiam ser aplicadas na Base das Lajes. Isto é feito em praticamente todo o mundo. Porque é que na Base das Lajes não se aplica?”, questionou.  

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