PS/Açores: Rememorando o 25 de abril: Liberdade, Autonomia e Desafios

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O PS/Açores, a propósito de mais um aniversário, saúda, com entusiasmo, reconhecimento e por inteiro, o “dia inicial, inteiro e limpo” que foi o 25 de Abril de 1974, como um gostoso dever, que urge sempre lembrar e cumprir.

O 25 de abril trouxe-nos a liberdade, a Democracia, a Justiça Social e, para nós, Povo Açoriano, abriu as portas à consagração, como parte impostergável do regime democrático, da Autonomia Insular, reconhecendo, homenageando e consagrando as “históricas aspirações autonomistas” de Açorianos e Madeirenses.

Um ano antes, a 19 de abril de 1973, um grupo de bravos democratas, de forma visionária, entenderam por bem reunir-se no exílio, na então República Federal Alemã, e transformar a Ação socialista Portuguesa em Partido Socialista, antevendo a necessidade de uma organização mais robusta para fazer face aos profundos desafios que se anteviam, e tomar parte preponderante e decisiva na construção, estabilização e consolidação do Portugal Democrático.

O Partido Socialista atuou de forma plena, decisiva e corajosa nessa construção, protagonizou e apoiou a correção das suas derivas, não fugiu para o Brasil e organizou a manifestação da Fonte Luminosa. Por isso mesmo, a sua História desobriga-o da incapacidade ou tentação de falar e comemorar sem complexos o 25 de abril sem a muleta de outras datas, na tentação ressabiada de apoucar o impulso decisivo que Abril efetivamente foi.

É bem verdade que Abril não tem donos e nunca quis ter. Mas Abril teve protagonistas, dos mais notáveis aos simplesmente anónimos, que não se vergaram à indignidade, ao autoritarismo, à fatalidade da pobreza honesta, e que afrontaram perseguições, discriminações, detenções e prisões arbitrárias, a tortura, e mesmo a morte. Lembrar a sua coragem e abnegação é pois da mais elementar justiça e gratidão, com a humildade democrática de reconhecermos a tantos as conquistas que hoje queremos que sejam tão indiscutíveis como banais.

Foi também Abril que acolheu, fixando-a como limite irrevisível da nova Constituição Democrática, A Autonomia Insular, em nome da justiça social, da solidariedade nacional que verdadeiramente compensasse as desigualdades derivadas da insularidade, e reconhecendo assim a justiça e legitimidade das nossas históricas aspirações autonomistas. Pois que efetivamente só a Democracia aceita, convive e se solidariza com a descentralização autonómica, o que é de elementar prudência nunca esquecer.

Mas a revolução democrática de Abril não nos dispensa, felizmente do direito e do dever de continuar Abril, aperfeiçoar Abril, encontrando as melhores respostas a que cada tempo nos convoca e desafia, para alcançarmos mais e melhores patamares de Liberdade, Solidariedade e Autonomia.

Fiéis e orgulhosos do seu passado, os Socialistas dos Açores, continuarão a empenhar-se por uns Açores mais democráticos, mais igualitários, mais solidários, mais desenvolvidos, e dispostos a enfrentar as adversidades, que nunca serão fatalidades a aceitar.

Por isso mesmo, nesta data tão marcante e desafiadora, Saudamos todas as Açorianas e Açorianos, plenamente confiantes nos seus anseios de Liberdade, Justiça e mais Solidariedade e Dignidade para a nossa Terra, a que, hoje como sempre, nos associamos, pois a sua realização é o nosso compromisso e o objetivo do nosso trabalho.