PS apresenta voto de pesar pelo falecimento de José Alberto Garcia da Rosa

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Faleceu, no passado dia 20 de janeiro, José Alberto Garcia da Rosa.

A notícia da sua morte apanhou de surpresa todos os que o conheciam, tendo sido públicas inúmeras homenagens que atestam que, apesar do seu desaparecimento físico, a memória de um homem empreendedor, dinâmico e afável perdurará.

Exerceu inúmeras funções, a sua maioria ligadas ao comércio, tendo trabalhado com a empresa Mota Engil na fase de reconstrução, no pós-sismo de 1998.

No entanto, o Sr. José Alberto do Telégrafo, como entre todos era conhecido, ficará para sempre ligado à Papelaria Telegrapho, do qual era proprietário desde 1997, dando continuidade, assim, a um negócio de família da sua esposa Maria Margarida Gonçalves da Rosa, e à Gráfica Telegrapho, que reabriu em 2002.

A papelaria Telegrapho e a gráfica “O Telegrapho”, são hoje, como no passado, ícones incontornáveis da cidade da Horta e da ilha do Faial.

Apesar do jornal homónimo que, infelizmente, não subsistiu até aos nossos dias, a gráfica “O Telegrapho” continua hoje a prestar um valioso serviço de apoio à impressão dos jornais em papel das ilhas do Faial e do Pico.

A comunicação social é um dos pilares da democracia e um sinal de vitalidade da sociedade.

No que respeita à imprensa, o Faial tem uma vasta e rica história, que remonta ao século XIX, devendo a João José da Graça a introdução da imprensa na ilha e a edição dos primeiros jornais como é o caso do jornal “Incentivo”, cuja primeira edição data de 10 de janeiro de 1857.

Ao longo destes mais de 165 anos, muitos outros jornais foram surgindo, outros desapareceram, outros ainda persistem – como é o caso do jornal diário Incentivo e o semanário Tribuna das Ilhas.

Temos consciência que, para este percurso, contribuíram muitos – desde logo os proprietários dos jornais, as gráficas, articulistas, as entidades privadas, através do pagamento de publicidade, as entidades públicas através de apoios e publicidade institucional e, em última instância, os leitores.

Também reconhecemos que a transformação digital que ocorreu nas últimas dezenas de anos foi um desafio acrescido para a imprensa, principalmente a escrita, que teve de se reinventar para poder sobreviver.

É nesta dimensão, de dificuldades acrescidas e desafios permanentes, que o papel do Sr. José Alberto Rosa foi, verdadeiramente, fundamental e, talvez mesmo, imprescindível, nestas últimas duas décadas.

Foi mais do que um homem de negócios. Foi alguém que se preocupou, que esteve atento, um parceiro dos jornais desta ilha e também por este contributo, para a continuidade da imprensa escrita no Faial, será recordado.

Assim, nos termos regimentais e estatutários aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista propõe que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores aprove um Voto de Pesar pelo falecimento de José Alberto Garcia da Rosa.