PS e PSD querem uma incineradora em São Miguel “a toda a força”

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PS e PSD querem uma incineradora em São Miguel “a toda a força”, acusa António Lima, que estranha a rapidez com que – depois de o tribunal ter decidido anular o anterior concurso – a AMISM – que junta os presidentes das seis autarquias de São Miguel – decidiu avançar com um novo concurso que insiste na solução da incineração.
A proposta do Bloco de Esquerda que pretende impedir a construção de uma incineradora em São Miguel – por ser um erro ambiental e económico – que foi analisada hoje em Comissão – será debatida e votada na próxima semana, em plenário, tendo o BE anunciado o seu agendamento potestativo.
Quanto à decisão de avançar para novo concurso para construção da central de incineração de São Miguel, anunciada hoje por José Manuel Bolieiro (AMISM) e Ricardo Rodrigues (MUSAMI) – numa audição no parlamento –, António Lima diz que “pior do que errar, é insistir no erro”, e considera que se perde, assim, uma oportunidade para, num processo aberto e transparente, reavaliar todas as soluções possíveis para os resíduos produzidos.
O projeto apresentado hoje pela AMISM apresenta uma redução 30% na capacidade de processamento da incineradora, mas não apresenta estudos que justifiquem esta alteração. “Isso não dá credibilidade nenhuma a este processo”, disse António Lima.
O deputado do BE acusa mesmo o PS e PSD de continuarem a tratar deste assunto “nas costas dos açorianos” porque, ao mesmo tempo que votavam na Assembleia Municipal de Ponta Delgada, no passado dia 25 de novembro, contra uma proposta do BE que pretendia suspender e reavaliar o projeto, alegando que estava a decorrer um processo em tribunal, na verdade, os presidentes de câmara destes partidos estavam a preparar o lançamento de um novo concurso público para a construção da incineradora, sem dar início a novo processo de participação pública.
António Lima recorda ainda que desde o início deste processo, todos os estudos realizados pela AMISM, tiveram sempre o objetivo de justificar a existência de uma incineradora e não o objetivo de avaliar a melhor solução possível: “Houve sempre uma tentativa de justificar a necessidade de uma incineradora e não uma tentativa de encontrar soluções para o problema dos resíduos”.

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