PS não tem visão para a Saúde e apresenta proposta que é apenas um sistema informático

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DR/BE
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O Bloco de Esquerda acusa o PS de não ter uma visão para o futuro do Serviço Regional de Saúde. O PS não tem um plano de recuperação das consultas e cirurgias que ficaram por fazer devido à pandemia, não tem propostas concretas para fixar médicos nos Açores, e insiste na lógica de não valorizar os profissionais do Serviço Regional de Saúde.

“A grande proposta do PS para o futuro Serviço Regional de Saúde é a criação daquilo a que chamou um Hospital Digital. Uma ideia de partilha de informação entre os hospitais que já foi anunciada há praticamente 10 anos, e que nunca foi implementada”, disse António Lima, candidato do Bloco.

“É algo tão simples, que, décadas depois da invenção da internet, ainda não se conseguiu fazer nos Açores. É incompreensível”, acrescentou.

Após uma reunião com o presidente da Secção dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, o candidato do Bloco acusou mesmo o Governo Regional de fazer “ilusionismo”, por não ter cumprido o compromisso de contratar 80 novos enfermeiros.

Grande parte dos novos enfermeiros estão ao abrigo do programa Estagiar L, que é um programa de formação.

“Se estes enfermeiros são necessários no Serviço Regional de Saúde – e é óbvio que são –, então, precisam de um contrato como qualquer trabalhador”, explicou António Lima, que lembrou que os enfermeiros ao abrigo do Estagiar L, trabalham lado-a-lado com os restantes enfermeiros, mas ganham menos cerca de 500 euros mensais.

O BE vai continuar a levar ao parlamento uma proposta – que tem sido sucessivamente rejeitada pelo PS – de impedir a contratação de enfermeiros para o Serviço Regional de Saúde ao abrigo do Estagiar L. É preciso não esquecer que estes profissionais já realizam um estágio curricular ao longo do curso.

António Lima acusa ainda o Governo de esconder os números relativamente ao que ficou por fazer devido ao período de confinamento provocado pela pandemia.

O Bloco de Esquerda defende a criação de um plano de recuperação das consultas e exames que ficaram por fazer devido à pandemia, com calendário e objetivos definidos. Mas para avançar com este plano é preciso conhecer os números objetivos do que não foi realizado.

António Lima defendeu ainda as reivindicações dos técnicos de diagnóstico e terapêutica que viram, mais uma vez, ainda ontem, o Governo negar a valorização da sua carreira.

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