Navio-tanque “São Jorge” encalha na ilha Graciosa

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Verificou-se na madrugada desta terça-feira, 8 de fevereiro, um encalhe do
navio-tanque “São Jorge”, no ilhéu da Praia, na ilha Graciosa.

Este acidente marítimo ocorreu após a largada do porto da Praia da Graciosa e
saída de bordo do piloto que o assistiu na manobra inicial.

Cerca das 23:30 horas, após o alerta inicial, as autoridades portuárias e
marítimas articularam-se no imediato, por forma a prestar auxílio e acudir à
emergência.

Da parte da Portos dos Açores, S.A. (PA), foram empenhados prontamente a
lancha de pilotos da administração portuária e feito regressar a bordo o piloto residente,
que facilitou a manobra de emergência para o fundeadouro local, por forma a garantir
que navio ficasse em águas safas.

Deste acidente resultaram extensos danos nos propulsores e costado do referido
navio, que levaram a franca entrada de água na casa das máquinas, a qual foi contida,
por selagem da mesma.

Foram ainda selados todos os tanques de combustível, contendo gasóleo e
gasolina, garantindo-se preventivamente o perigo de acidente ambiental, junto à costa.

Por precaução, foram ainda empenhados o rebocador “O Bravo” e respetiva
guarnição, com origem na ilha Terceira, e meios de esgoto dos Bombeiros da
Graciosa, para acudir em emergência.

Foi ainda ativado internamente na PA o Plano de Segurança, prevendo-se a
deslocação de outros meios marítimos e recursos de combate à poluição para o local,
com vista a permitir conter eventuais derrames que possam vir a verificar-se.

Atento à zona do acidente, fora da zona portuária, encontram-se as Capitanias
dos Portos de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória a coordenar a decorrente
situação de emergência, sendo que a Autoridade Portuária (Portos dos Açores, S.A.) a subsidia e mantém-se disponível para minimizar riscos e empenhar os meios
necessários a salvar vidas e evitar prejuízos materiais e ambientais graves.

A Portos dos Açores, S.A. mantém-se firme e determinada na prevenção ativa
de acidentes marítimos, que possam condicionar as atividades portuárias e constituir-
se como focos de poluição, com potenciais impactos e prejuízos ambientais.