Recordando Figuras Marcantes D’outrora – O Mestre Costa da Fayal Coal

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Era eu bom jovem, estudante dos primeiros anos de Liceu Manuel d’Arriaga, quando tive a oportunidade de ficar a saber quem era o Mestre Costa, pessoa muito falada e conceituada, no meio hortense, pelas suas qualidades profissionais específicas de artista e competente e cordato cidadão.
Este cavalheiro respeitado, ao tempo, era o mestre da oficina de renome mundial, intitulada “Fayal Coal” e distinguia-se pela sua inquestionável competência profissional e, ainda, pelo seu trato afável.
Habitava, na altura, numa moradia própria, na freguesia das Angústias, na Rua Conde d’Ávila, a qual continha, no rés-do-chão, uma barbearia, cujo proprietário era conhecido, vulgarmente, pela designação, um tanto jocosa de “José Gargalhada”.
Tratava-se, efetivamente, duma figura distinguida no meio urbano, pai duma família que se impunha, pela sua visibilidade.
Recordo-me, bem, de todos os seus filhos e filhas, todos com personalidades já bem definidas.
No que respeita aos filhos, recordo, com simpatia, o Gilberto, o mais velho, o Luís e o Alberto, todos empregados, creio, nas Companhias Cabográficas, sediadas na Horta, naquela época já distante.
No que respeita às filhas, lembro-me bem delas, a mais velha, esposa dum conhecido e estimado concidadão vizinho, de nome Luís Greaves, que viajaram, depois para a Inglaterra e a mais nova, consorciada com um colega meu, mais velho, do nome Manuel Gaspar, que viveram largos anos em São Miguel, acabando por se fixarem, definitivamente, na nossa cidade.
Deste casal, ainda é possível encontrar descendentes, que fazem as suas vivências, no velho e afamado burgo hortense.
O cidadão distinguido, aqui referenciado e há muito desaparecido foi, sem sombra de dúvida, uma apreciável referência, que sobressaiu no seu tempo, como “Mestre” da Fayal Coal, mas, também é justo evocá-lo como figura marcante d’outrora. 

José Azevedo

Abril de 2018

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