“Reforço dos recursos financeiros que vão estar à disposição da Região devem continuar a assegurar a manutenção do emprego e da estrutura produtiva”, afirma Sérgio Ávila

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DR/PS
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O PS/Açores considera que face ao “aumento muito significativo dos recursos financeiros” que vão ser “colocados à disposição da Região”, o novo Governo dos Açores tem de “ir muito mais além” do que está no Programa debatido esta semana no Parlamento dos Açores. Sérgio Ávila defende que há condições para “continuar a tomar todas as medidas necessárias à manutenção do emprego, à coesão social, ao refortalecimento e capitalização necessária das empresas e à sustentabilidade do serviço regional de saúde”.

Sérgio Ávila saudou o facto de os partidos que suportam o novo Governo terem alterado o seu discurso, já que durante a campanha eleitoral disseram a Covid-19 era uma “desculpa”. mas agora reconhecem os seus impactos e a sua urgência: “Esta alteração que registamos, dá-nos razão quando definimos o combate ao covid e às suas consequências sociais e económicas como fator determinante na ação governativa”.

Reconhecendo que a proposta debatida esta semana no Parlamento dos Açores não foi “o programa que mais açorianos escolheram”, o deputado do Grupo Parlamentar do PS/Açores considera que se deve continuar o “esforço” feito nos últimos 10 meses para proteger “até ao limite das nossas competências e dos nossos recursos, a saúde dos açorianos, o rendimento das famílias, a manutenção do emprego e das empresas”

Sérgio Ávila destacou o “contributo estruturante” que a “Agenda para o Relançamento Social e Económico 2020-2022”, elaborada pelo anterior governo, pode dar, desafinado o novo governo a “ir muito mais além” do que apresentam no seu programa de Governo, em matérias como a aplicação de fundos europeus,  nos sistemas de incentivos ao investimento, na manutenção da estrutura produtiva regional e na salvaguarda do emprego dos açorianos.

O deputado do PS/Açores sublinhou algumas contradições do programa do Governo, que apresenta como nova a restruturação do Setor Público Empresarial, que anuncia uma redução de cargos políticos, mas apresenta “o maior governo da história da autonomia, com mais membros o governo, mais gabinetes, e mais direções regionais”.

Sérgio Ávila realçou os resultados que foram alcançados nos últimos anos, em que os Açores foram “a única Região do país que convergiu para a média de produção e rendimento da União Europeia”, são “a única Região do país cujo valor do PIB em paridade do poder de compra, se aproximou da média europeia, desde 2000” e são “a Região do país que mais convergiu, em termos de PIB, per capita com a média do pais, nesse período”.

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